Após o anúncio da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, e a rejeição dos resultados pelo candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, as projecções nos bastidores temem por uma deterioração fiscal, projetando queda da Bolsa, alta do dólar e avanço dos juros, com os investidores atentos às primeiras sinalizações da equipe econômica e à relação do governo com o Congresso.
De acordo com a InfoMoney, um dos principais meios brasileiro de informação financeira, a expectativa dos investidores residentes e não residentes é de pressão sobre o Ibovespa, o principal indicador de desempenho das acções negociadas na B3. A alta do dólar e o avanço dos juros futuros, em um movimento de reprecificação dos riscos fiscais e das perspectivas para as contas públicas são outros cenários desenhados para esta segunda-feira (26) quando abrir a B3.
E a confirmação da reeleição do candidato do PT, que concorreu como cabeça de lista da coligação “Brasil Pronto para Mais”, já provocou um choque nos mercados internacionais. O embate foi registado no EWZ, principal ETF brasileiro (Fundo Negociado em Bolsa) negociado nos Estados Unidos que operava com forte queda de quase 20% no aftermarket.
A noite do quarto mandato
Em uma eleição bastante disputada e marcada por uma virada inédita, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, neste domingo (25), 25 de Outubro, presidente da República e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08 de Domingo, 01h08 da manhã de segunda-feira (26) em Luanda (Angola). Nesta altura, já haviam sido apuradas 97% das urnas.
Com esta vitória inédita, às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá terça-feira (27), Lula se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, no primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
Lula chegou ao poder, pela primeira vez, em 2002, após três tentativas frustradas.