As estatísticas indicam que, do montante concentrado nas indústrias transfomadoras, AOA 917,3 mil milhões (US$ 1,00 mil milhões), correspondentes a 96,4%, foram concedidos ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 do Banco Nacional de Angola (BNA), instrumento destinado ao fomento do financiamento à actividade produtiva.
De acordo com os dados do banco central, o crédito bruto direccionado ao sector real totalizou AOA 2,1 biliões (US$ 2,30 mil milhões) em Setembro de 2026, representando um aumento de AOA 403,5 mil milhões (US$ 441,95 milhões) (+23,3%), face ao período homólogo de 2025. A evolução foi impulsionada, sobretudo, pelo desempenho das indústrias transformadoras, cujo financiamento cresceu AOA 217,4 mil milhões (US$ 238,12 milhões), correspondendo a uma alta de 29,6%.
Na distribuição do financiamento por actividade económica, as indústrias extractivas surgiram na segunda posição, com um stock de AOA 852,5 mil milhões (US$ 933,73 milhões), equivalente a 39,9% do crédito ao sector real. Deste montante, AOA 300,10 mil milhões (US$ 328,70 milhões), correspondentes a 35,2%, foram atribuídos no âmbito dos avisos do BNA destinados ao fomento do financiamento à economia produtiva.
Por sua vez, o subsector da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca registou um stock de crédito de AOA 330,4 mil milhões (US$ 361,88 milhões), representando 15,5% do financiamento total direccionado ao sector real. Deste valor, AOA 287,5 mil milhões (US$ 314,90 milhões), proporcional a 87%, foram concedidos ao abrigo dos avisos do banco central.
No âmbito específico do Aviso n.º 10/2024, o financiamento concedido ao sector real totalizou AOA 1,5 biliões (US$ 1,64 mil milhões), representando 70,5% do crédito total atribuído a este segmento e 16,4% da carteira de crédito bruto do sistema bancário. Em termos homólogos, este financiamento aumentou AOA 177,4 mil milhões (US$ 194,30 milhões), equivalente a 13,4%.
A evolução do crédito ao abrigo deste instrumento foi sustentada pelo crescimento de AOA 192,1 mil milhões (US$ 210,41 milhões) (26,5%), no financiamento às indústrias transformadoras, que compensou a redução de AOA 60,40 mil milhões (US$ 66,16 milhões), equivalente a 16,8%, registada nas indústrias extractivas.
Crédito bruto à economia cresce 12,2%
Paralelamente, o crédito bruto ao sector não financeiro da economia angolana atingiu AOA 9,5 biliões (US$ 10,41 mil milhões) em Setembro de 2026, representando um aumento de AOA 1,04 biliões (US$ 1,14 mil milhões) (+12,2%), face ao período homólogo de 2025. Do montante global, 84,9% correspondiam ao endividamento do sector privado, que engloba empresas privadas e particulares, enquanto os restantes 15,1% diziam respeito ao sector público, incluindo a Administração Pública e as empresas públicas.
Em moeda nacional, o stock de crédito à economia fixou-se em AOA 7,6 biliões (US$ 8,32 mil milhões), registando um crescimento de AOA 809 mil milhões (US$ 886,09 milhões), um incremento de 11,9%, relativamente ao mesmo período do ano anterior.