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João Lourenço: “África precisa de capital para operacionalizar prioridades climáticas”

José Praia

23 Outubro, 2026 - 12:25

José Praia

23 Outubro, 2026 - 12:25

Luanda acolheu, nesta quinta-feira, 22 de Outubro, a IV Bienal do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência, co-organizada pelo Governo de Angola, pela União Africana e pela UNESCO. Na ocasião, o Presidente angolano afirmou que o continente precisa de capital para operacionalizar as estratégias estabelecidas no que respeita às alterações climáticas

Preocupado com as alterações climáticas, João Manuel Gonçalves Lourenço afirmou que “precisamos de capital para operacionalizar as nossas prioridades nacionais consagradas nas estratégias estabelecidas em cada País do continente para fazer face às alterações climáticas”.

O chefe do Estado angolano sublinhou, por outro lado, que é necessário que África se una para exigir a desburocratização dos fluxos financeiros internacionais.

“É necessário que África se una para exigir a desburocratização dos fluxos financeiros internacionais e a canalização prioritária de ajudas não reembolsáveis de um pacote de empréstimos não concessionais justos de adaptação climática”, disse o Presidente.

O Presidente Lourenço considerou a segurança alimentar e a segurança hídrica como sendo duas faces da mesma moeda porque não há soberania alimentar sem segurança hídrica.

“Angola, consciente da sua responsabilidade por ser detentora de vastos recursos hídricos, actua regendo do uso equitativo dos recursos hídricos e pelo respeito dos compromissos internacionais com particular realce pelo protocolo revisto da SADC sobre cursos de água partilhados”, expressou o líder angolano.

Para João Lourenço, Angola conta com os talentos dos jovens para soluções tecnológicas de saneamento básico para o cumprimento do plano estratégico de 50 anos.

“A Agenda 2063 traz a possibilidade de podermos contar com os talentos dos jovens africanos para fundar start-ups dedicadas às tecnologias de água e saneamento sustentável para liberar soluções de base comunitária para agir na vanguarda da diplomacia preventiva e da mediação comunitária”, concluiu.

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+ LIdas

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