No segundo trimestre de 2026, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Angola avançou 10,70%, para US$ 2,91 mil milhões, quando comparado com os US$ 2,63 mil milhões registados no mesmo período de 2025.
O avanço verificado no IDE nos primeiros seis meses do ano em curso foi influenciado pelo sector petrolífero, no qual as empresas estrangeiras, colectivas e singulares mais investiram, num montante na ordem dos US$ 2,24 mil milhões, representando 77,04% do total do Investimento Directo Estrangeiro no País. Apesar do montante significativo investido, este sector apresentou um declínio de 11,38% comparativamente aos US$ 2,53 mil milhões registados no período homólogo.
Importa destacar que este IDE constitui o maior resultado alcançado desde o primeiro trimestre do ano passado, ficando matematicamente empatado com os investimentos realizados por estrangeiros, no valor de US$ 2,91 mil milhões, naquele período.
No período em análise, o sector não petrolífero representou 22,96% do total dos investimentos directos em Angola, tendo somado um montante de US$ 667,7 milhões, o que expressa uma melhoria de 577,10% em relação aos US$ 98,6 milhões registados no mesmo período do ano passado. Este número reflecte uma maior confiança e um aumento do interesse por parte dos investidores estrangeiros pelo sector não petrolífero.
Investimento Directo Angolano no Estrangeiro reduz 48,11%
Os angolanos no exterior investiram US$ 32,4 milhões no período em análise, o que corresponde a um retrocesso de 48,11%, equivalente, em termos absolutos, a US$ 30 milhões a menos em relação aos US$ 62,4 milhões investidos até 30 de Junho de 2025. Em um ano, os angolanos não realizaram investimentos no sector petrolífero no exterior.
No entanto, lá fora, as apostas dos angolanos concentraram-se no sector não petrolífero, que registou o mesmo valor do investimento directo angolano no estrangeiro, de US$ 32,4 milhões, reflectindo um recuo de 48,11% face aos US$ 62,4 milhões registados no período homólogo e representando a totalidade do investimento directo que os angolanos aplicaram no exterior.