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Inflação em Outubro fica 0.44 p.p. abaixo da meta do BNA para o final do ano

Bernardo Bunga

6 Novembro, 2026 - 19:13

Bernardo Bunga

6 Novembro, 2026 - 19:13

Os dados divulgados esta sexta-feira, 6 de Novembro de 2026, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) de Outubro, indicam que a inflação homóloga, principal indicador da evolução dos preços no consumidor, completou, no décimo mês do ano em curso, 27 meses consecutivos de desaceleração, uma trajectória iniciada em Agosto de 2024

A inflação homóloga em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Outubro de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação de 8,16%. A taxa representa uma redução de 9,27 pontos percentuais (p.p.) face aos 17,43% observados em Outubro do ano passado. Em comparação com Setembro do ano em curso, verificou-se uma desaceleração de 0,27 p.p.

Em contrapartida, a inflação mensal manteve-se inalterada em Outubro, ao fixar-se em 0,68%, o mesmo nível registado em Setembro.

A taxa de inflação homóloga registada em Outubro coloca o indicador abaixo da meta definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para o final do ano. A instituição responsável pela condução da política monetária do país estabeleceu uma meta de inflação de 8,6% para 2026.

Segundo o INE, a classe «Alimentação e bebidas não alcoólicas» foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 5,62 pontos percentuais, durante o mês de Outubro. Seguiram-se as classes «Saúde», com 0,39 ponto percentual, «Bens e serviços diversos», com 0,36 ponto percentual, e «Educação», com 0,32 ponto percentual. As restantes classes registaram contribuições inferiores a 0,32 ponto percentual.

No plano provincial, Cuanza Norte apresentou a menor variação de preços, com uma taxa de 5,97%, seguido do Cuanza Sul, com 6,35%, e da Lunda Norte, com 6,38%.

Em sentido contrário, as maiores variações foram registadas no Cubango, que liderou o ranking provincial, com 12,47%, seguido de Cabinda, com 10,31%, e de Malanje, com 9,80%.

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