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Produção industrial perde ritmo e cai 10,11 pontos percentuais em Abril

José Praia

1 Junho, 2026 - 19:59

José Praia

1 Junho, 2026 - 19:59

A produção industrial em Angola desacelerou em Abril deste ano. O Índice de Produção Industrial (IPI) registou uma variação mensal de 4,54%, o que representa uma redução de 10,11 pontos percentuais na produção do sector. A indústria transformadora foi a principal responsável pela variação do índice, enquanto o sector da produção e distribuição de electricidade, gás e vapor teve o menor contributo

De acordo com o Boletim do Índice de Produção Industrial (IPI), referente ao mês de Abril de 2026, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a indústria transformadora foi o sector que registou a maior variação da produção industrial no quarto mês do ano em curso, com um crescimento de 14,81% face ao mês anterior. Este desempenho contribuiu positivamente para a variação do IPI em 6,32 pontos percentuais (p.p.).

A indústria de captação, tratamento e distribuição de água e saneamento surge na segunda posição, com uma variação de -0,52%, registando uma contribuição pouco expressiva para o desempenho global do sector. Por sua vez, os sectores da indústria extractiva e da produção e distribuição de electricidade, gás e vapor apresentaram variações negativas de 2,98% e 4,82%, respectivamente.

Na comparação homóloga, isto é, entre Abril de 2025 e Abril de 2026, o Índice de Produção Industrial registou uma variação positiva de 55,35%, o que representa um aumento de 50,85 pontos percentuais em relação ao período homólogo anterior, quando se fixou em 4,5%.

O crescimento homólogo foi, igualmente, impulsionado pelo forte desempenho da indústria transformadora, que registou um aumento de 191,52% na produção industrial. Seguiu-se o sector da produção e distribuição de electricidade, gás e vapor, com uma expansão de 56,21%. Em contrapartida, a indústria extractiva foi a que apresentou o menor crescimento, com uma variação de 6,88%.

Relativamente à variação do IPI por categoria de bens, os bens de consumo registaram a maior variação mensal, com 17%, representando um aumento de 1,89 p.p. face ao mês de Março. Seguiram-se os bens de investimento, com 16,22%, e os bens intermédios, com 0,63%. Já os produtos energéticos registaram uma variação negativa de 3,45%, segundo o boletim do INE.

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