Finanças & Wall Street

BAI tomba 38,79% para US$ 68,16 milhões no 1T26

Bernardo Bunga

28 Abril, 2026 - 15:50

Bernardo Bunga

28 Abril, 2026 - 15:50

As peças contabilísticas referentes ao primeiro trimestre de 2026 indicam que o Banco Angolano de Investimentos (BAI) registou um tombo no lucro de AOA 39,39 mil milhões (US$ 43,20 milhões) em termos absolutos, quando comparado com o período homólogo de 2025. A queda surge após o maior em activo do sistema financeiro nacional ter encerrado o ano de 2025 com o maior resultado da história da banca nacional

De acordo com a informação financeira, o lucro do BAI fixou-se em AOA 62,17 mil milhões (US$ 68,16 milhões) no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos AOA 101,56 mil milhões (US$ 111,35 milhões) registados no período homólogo de 2025, representando uma queda de 38,79%.

No que diz respeito à dimensão patrimonial, o activo total do banco liderado na gestão operacional por Luís Rodrigues Lélis atingiu AOA 5,19 biliões (US$ 5,69 mil milhões), traduzindo-se num crescimento de 8,41% face aos AOA 4,79 biliões (US$ 5,25 mil milhões) contabilizados no primeiro trimestre de 2025.

A carteira de títulos e valores mobiliários manteve-se como uma das principais componentes do activo, ascendendo a AOA 1,99 biliões (US$ 2,18 mil milhões), acima dos AOA 1,70 biliões (US$ 1,86 mil milhões) observados no período do ano passado, o que corresponde a um aumento de 16,87%. Esta rubrica representa cerca de 38,30% da estrutura do activo.

A componente do crédito a clientes registou uma expansão robusta de 56,56%, fixando-se em AOA 1,38 biliões (US$ 1,52 mil milhões), face aos AOA 883,08 mil milhões (US$ 968,29 milhões) do primeiro trimestre do ano passado, elevando o seu peso na estrutura do activo para 26,64%.

Em relação às obrigações com terceiros, o passivo do banco registou um crescimento de 3,66%, com o total a situar-se em AOA 4,19 biliões (US$ 4,59 mil milhões) nos primeiros 90 dias do corrente ano, comparativamente aos AOA 4,04 biliões (US$ 4,43 mil milhões) reportados no igual período de 2025.

Os recursos de clientes, principal fonte de financiamento da instituição, apresentaram uma ligeira contracção de 0,75%, fixando-se em AOA 3,79 biliões (US$ 4,15 mil milhões), face aos AOA 3,81 biliões (US$ 4,18 mil milhões) registados no primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, continuam a ter uma participação de 90,42% na estrutura total do passivo.

Em termos de solvabilidade, os fundos próprios registaram um incremento de 45,60%, atingindo AOA 939,35 mil milhões (US$ 1,03 mil milhões) em Março de 2026, contra os AOA 645,17 mil milhões (US$ 707,42 milhões) observados em Março de 2025.

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Bernardo Bunga

EDITOR DE ECONOMIA & OIL

Bernardo Bunga é Editor de Economia & Oil no O Telegrama e possui mais de 5 anos de experiência em análise económica e planeamento financeiro. Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Angola (UCAN), detém, também, o bacharel em Gestão Financeira pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Fez parte da equipa de consultores que prestou consultoria ao Banco Mundial, ao Ministério do Planeamento e ao Ministério das Finanças para a harmonização de salários e subsídios dos projectos da representação em Angola do Banco Mundial. Actuou como consultor na Global Education e na Knowledge – Consultores & Auditores. Possui formações em planeamento e estratégia de tomada de decisão, teoria das restrições – Lean e Six Sigma (TLS), Excel Avançado e Análise de Dados.

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