O desempenho do mercado de capitais espelha um crescimento homólogo de aproximadamente 123% no volume de negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), passando de cerca de AOA 1, 30 mil milhões (US$ 1,42 milhões) para AOA 2, 90 mil milhões (US$ 3,18 milhões), com o peso no Produto Interno Bruto (PIB) a aumentar de 4,32% para 8,34%, evidenciando uma recuperação robusta do mercado de capitais angolano.
Os instrumentos mais negociados no mercado no período em análise foram as Obrigações de Tesouro Não-Reajustáveis (OTNR), representando 68,55% dos instrumentos mais negociados, o que demostra uma apetência dos investidores neste segmento.
De acordo com a entidade reguladora do mercado de capitais, as OT-NR representaram a maior fatia das transacções em mercado regulamentado, com 68,55% do volume total. As Obrigações de Tesouro em Moeda Estrangeira (OT-ME) seguiram com 24,30%, os Bilhetes de Tesouro contribuíram com 5,44% enquanto as Acções contribuíram com 1,21%. A menor expressão na participação das transacções foi das OP com 0,50%, seguido pelas Unidades de Participação (UP) com apenas 0,0002%
Evolução da cotação accionista e capitalização bolsista
A capitalização bolsista situou-se na ordem dos AOA 4 72 mil milhões (US$ 5,17 milhões), correspondendo a um aumento de 203,09%, face ao período homólogo. A entrada do Banco de Fomento Angola (BFA) no mercado de acções, em Setembro de 2025, originou um aumento significativo na capitalização bolsista e uma valorização geral das acções.
O técnico de Estatística e Planeamento Estratégico da CMC, Valter Adriano, explicou que, até 31 de Março de 2026, se encontravam registadas pelo menos 270 entidades sob a supervisão daquela instituição, desde Auditores Externos, Consultores de Investimentos e Analistas Financeiros; Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários; Organismos de Investimentos Colectivos, Entidades Certificadoras, Banca (enquanto agente liquidador) e a BODIVA, enquanto Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados.
Relativamente ao segmento do Mercado de Pequenas e Médias Empresas (MPME), lançado há quatro anos pela BODIVA, o director do Departamento de Estudo, Estratégia e Comunicação, Dalvim Pipa, deixou patente que a CMC trabalhou bastante para ajudar a flexibilizar os requisitos que deram origem a esse segmento na BODIVA e é preciso que haja interesse das PME´s para actuar no mercado.
Pipa reconheceu que as PME’s são determinantes para o mercado e que a CMC tem realizado um conjunto de acções para permitir a aproximação dessas empresas no mercado, apontando, a título de exemplo, o programa Emergente em que essas empresas apresentam o seu negócio para as Sociedades Gestoras de Capital de Risco, visto que elas têm a atribuição de identificar PME´s, acompanhá-las e ajudá-las a criarem robustez. Sendo uma forma de financiamento via Mercado de Capitais, fora da Bolsa.
