Finanças & Wall Street

Investimentos líquidos do FSDEA cresceram 23% e geraram US$ 253 milhões em 2025

José Praia

26 Agosto, 2026 - 19:01

José Praia

26 Agosto, 2026 - 19:01

Em Dezembro de 2025, o total da carteira de investimentos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) expandiu-se em US$ 720 milhões, em termos absolutos, face ao período homólogo. Os investimentos líquidos, que constituem a principal área de negócio do Fundo, representaram 66,67% do total da carteira e geraram rendimentos de US$ 253 milhões, obtidos nos mercados financeiros internacionais

De acordo com o Relatório e Contas de 2025 do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), a carteira de investimentos está subdividida em duas áreas de negócio e foi avaliada em US$ 3,15 mil milhões, representando um crescimento de 29,63% face aos US$ 2,43 mil milhões registados em 2024.

A primeira área de negócio, denominada investimentos líquidos, alargou a sua carteira em 23,35%, para US$ 2,13 mil milhões em 2025, contra os US$ 1,73 mil milhões registados no período anterior. Esta carteira representou 66,67% do total dos investimentos do FSDEA.

De acordo com o relatório da entidade de investimento do Governo, que gere e investe as reservas financeiras do País, os investimentos líquidos incluem “as disponibilidades reservadas alocadas aos investimentos e as aplicações de liquidez, isto é, em depósitos a prazo e outras aplicações de curto prazo”.

Acompanhando a dinâmica positiva dos mercados financeiros internacionais, a carteira líquida gerou rendimentos de US$ 253 milhões, correspondentes a uma taxa de retorno de 14,65% sobre o valor investido, acima da expectativa média de retorno anual de 5% prevista na Estratégia de Alocação de Activos (EAA) do FSDEA.

No que diz respeito à origem dos rendimentos que compõem a carteira de investimentos líquidos, estes provêm maioritariamente da renda variável. Segundo o relatório, “os rendimentos são maioritariamente provenientes da classe de renda variável, composta por acções, dos quais mais de 65% alocados na América do Norte e em sectores estratégicos como tecnologia, financeiro, telecomunicações e indústria”.

Para equilibrar o perfil de risco da carteira de investimentos líquidos, a equipa liderada pelo economista Armando Manuel voltou a apostar em títulos de rendimento fixo governamentais nos mercados financeiros internacionais.

Em 2025, o FSDEA “investiu em títulos de renda fixa governamentais, quase governo e corporativos maioritariamente dentro do G7, em títulos seguros, com uma duração média entre 3-7 anos e com uma boa qualidade de risco, dentro do grau de investimento (Aaa-Baa), conforme a avaliação de agências de rating internacionais, como a Moody’s”, escreve o documento.

No mesmo período, a segunda área de negócio, correspondente aos investimentos alternativos, também registou um crescimento de 44,74%, atingindo US$ 1,02 mil milhões, contra os US$ 704 milhões registados em 2024. Esta carteira representou 33,33% do total da carteira de investimentos.

O FSDEA sublinha que esta carteira “apresentou ganhos de US$ 297,8 milhões, correspondente a uma taxa de retorno global de 42% sobre o capital investido”.

Por outro lado, no ano passado, a carteira de investimentos alternativos do FSDEA estava decomposta em investimentos ou participações societárias no valor de US$ 881,23 milhões, caixa e equivalentes de caixa no valor de US$ 86,33 milhões e valores a receber no montante de US$ 51,46 milhões.

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