Em termos homólogos, os preços de exportação registaram uma variação de 46% nos primeiros seis meses de 2026, representando um aumento de 58,29 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período de 2025.
Em sentido contrário, os preços de importação apresentaram uma variação homóloga de 5,85%, o que corresponde a uma redução de 3,32 p.p. relativamente ao segundo trimestre de 2025.
Os preços de exportação foram impulsionados, sobretudo, pela evolução dos preços de Petróleo, Combustíveis e Gás, que apresentaram a maior variação entre os principais grupos de produtos considerados no Índice de Preços de Exportação e de Importação (IPEI).
De acordo com os dados do INE, o grupo de Petróleo, Combustíveis e Gás registou uma subida trimestral de 27,10%, passando de um índice de 1 209, no primeiro trimestre, para 1 537, no segundo. Com um peso de 960,26 no índice global, o grupo foi responsável por uma contribuição de 26,56 pontos percentuais (p.p.) para a variação global dos preços de exportação, assumindo-se como o principal factor de pressão sobre o indicador no período em análise.
Entre os grupos que registaram maiores aumentos trimestrais destacaram-se também as Matérias Têxteis, com uma variação de 26,12%, depois de o índice ter passado de 904 para 1 140, e as Bebidas Alcoólicas e Tabacos, cujos preços aumentaram 2,58%, elevando o respectivo índice de 2 082 para 2 135.
Já os preços de importação foram pressionados, sobretudo, pelo aumento dos preços dos Produtos Químicos e Farmacêuticos, Bebidas Alcoólicas e Tabacos e Produtos Agrícolas e Animais Vivos, que apresentaram as maiores variações trimestrais entre os grupos analisados.
Os Produtos Químicos e Farmacêuticos lideraram a aceleração dos preços de importação, com um aumento de 24,81% no trimestre, fazendo o respectivo índice subir de 1 636 para 2 042 pontos. A evolução deste grupo teve impacto relevante no resultado global, ao representar uma contribuição de 1,26 pontos percentuais (p.p.), a segunda maior entre os grupos considerados. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, os preços deste segmento aumentaram 22,12%.
No entanto, as Bebidas Alcoólicas e Tabacos registaram a segunda maior variação, com uma subida de 22,57%, passando de 2 375 para 2 912 pontos. O grupo apresentou ainda a maior variação homóloga da tabela, de 34,64%, e contribuiu com 1,14 p.p. para a evolução do índice global.