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Inflação cai para 9,33% em Julho e atinge mínimo histórico da série do INE

Bernardo Bunga

7 Agosto, 2026 - 20:48

Bernardo Bunga

7 Agosto, 2026 - 20:48

Os dados divulgados esta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), referentes ao mês de Julho, indicam que a inflação homóloga, principal indicador da variação dos preços ao consumidor, completou, no sétimo mês do ano em curso, dois anos consecutivos de desaceleração, cenário que teve início em Agosto de 2024

A inflação em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Julho de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação homóloga de 9,33%. A actual taxa representa uma redução de 0,78 ponto percentual (p.p.), face à taxa observada em Junho do corrente ano. Em comparação com Julho de 2025, período em que a inflação se encontrava significativamente mais elevada (19,48%), verificou-se uma desaceleração de 10,15 p.p.

Importa destacar que esta é a primeira vez, desde o início da série histórica disponível no Instituto Nacional de Estatística (INE), que a taxa de inflação em Angola se situa num patamar de um dígito, sinal claro de um novo momento no processo de desaceleração dos preços na economia.

Apesar deste avanço, o nível registado em Julho ainda permanece acima da meta definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para o final do ano. Na última reunião do Comité de Política Monetária (CPM), realizada nos dias 13 e 14 de Julho, a instituição fixou em 8,6% a meta de inflação para 2026.

Com a inflação homóloga a situar-se, em Julho, nos 9,33%, o nível registado no sétimo mês do ano ficou 0,73 ponto percentuai (p.p.) acima da meta estabelecida pelo BNA para o encerramento de 2026.

“A classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 6,30 pontos percentuais, durante o mês de Julho, seguida das classes: “Educação” com 0,47 ponto percentual, “Bens e serviços diversos” com 0,46 ponto percentual e “Saúde” com 0,44 ponto percentual, as restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,44 ponto percentual.”, refere o documento.

No grupo das províncias com menor variação de preços, destacam-se o Cuanza Norte, com uma taxa de 6%, seguido da Huambo, com 6,59%, e do Cunene, que registou uma variação de 6,68%. Em contrapartida, o comportamento dos preços foi mais pressionado noutras regiões do país. A província de Cabinda lidera o ranking da inflação, com uma variação de 13,09%. Seguem-se Malanje, com 12,01%, e Lunda Sul, com 11,40%.

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