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Ministro Diamantino diz que sector diamantífero não pode limitar-se à extracção de diamantes

José Praia

18 Agosto, 2026 - 15:32

José Praia

18 Agosto, 2026 - 15:32

Angola reforçou, no último sábado, dia 15 de Agosto, em Saurimo, Lunda Sul, a sua capacidade de transformação local de diamantes com a inauguração de uma nova fábrica de lapidação no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS), denominada Diarough Angola, que prevê uma capacidade de lapidação de 4 000 quilates num horizonte de dois anos. A cerimónia inaugural contou com a presença do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que discursou na abertura

De acordo com o comunicado a que O Telegrama teve acesso, o investimento da Diarough Angola vai criar 130 postos de trabalho, dos quais 100 nacionais e 30 expatriados. Esta unidade fabril diamantífera espera acrescentar a capacidade industrial, conhecimento técnico e emprego qualificado a uma das principais regiões produtoras de diamantes do País.

No acto da inauguração, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou que o desenvolvimento do sector diamantífero em Angola não pode limitar-se à extracção de diamantes. O objectivo do País é fazer com que uma parcela cada vez maior do valor gerado pelos diamantes permaneça em Angola,

“O desenvolvimento do sector diamantífero não pode limitar-se à extracção. O nosso objectivo é fazer com que uma parcela cada vez maior do valor gerado pelos diamantes permaneça em Angola, através da transformação local, da qualificação de quadros, da criação de emprego e da incorporação de conhecimento e tecnologia. Cada nova unidade instalada em Saurimo contribui para tornar essa transformação uma realidade industrial”, disse o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

Para o CEO da Diarough Angola, Suresh Parik, Angola é um mercado estratégico para o desenvolvimento da indústria diamantífera e não apenas como um país produtor de matéria-prima.

“Escolhemos Saurimo porque vemos Angola como um mercado estratégico para o desenvolvimento da indústria diamantífera e não apenas como um país produtor de matéria-prima. Queremos colocar a experiência internacional da Diarough ao serviço de uma operação tecnologicamente avançada, capaz de formar talento, criar emprego e produzir em Angola diamantes lapidados segundo padrões internacionais de qualidade e rastreabilidade”, disse Suresh Parik.

O reforço da capacidade instalada ocorre num período de crescimento significativo da transformação local. Entre 2021 e 2025, o volume de diamantes brutos destinados à lapidação em Angola passou de cerca de 25 mil para mais de 103 mil quilates, um crescimento superior a 300%.

“Esta nova fábrica incorpora tecnologias de rastreabilidade, incluindo soluções baseadas em blockchain, destinadas a acompanhar a origem e o percurso dos diamantes, numa indústria internacional em que transparência, rastreabilidade e garantia de proveniência assumem importância crescente”, lê-se no documento.

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José Praia Pedro

EDITOR DE EMPRESAS & MERCADOS

No início do verão de 2024 juntei-me à equipa de jornalistas da revista O Telegrama, dividido entre a Editoria de Economia & Oil e a Editoria de Empresas & Mercados. Professor de matemática, fiz licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tenho a responsabilidade de manter debaixo de olho tudo o que se passa no panorama dos negócios empresariais e, sobretudo, nos mercados financeiros domésticos e internacionais, desde a ‘Bolsa de Luanda’ (BODIVA), de New York Stock Exchange (NYSE) e NASDAQ, passando pela chinesa Shanghai Stock Exchange Euronext; Hong Kong, Saudi Exchange até a Bolsa de Valores de Londres ou, se preferirem, London Stock Exchange.

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