Finanças & Wall Street

Banco Económico sai do prejuízo para lucro no IIT26

Bernardo Bunga

21 Agosto, 2026 - 10:06

Bernardo Bunga

21 Agosto, 2026 - 10:06

O Banco Económico (BE) encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma forte recuperação dos resultados, ao passar de um prejuízo de AOA 673,31 milhões (US$ 737,6 mil), registado em Junho de 2025, para um lucro líquido de AOA 39,12 mil milhões (US$ 42,90 milhões), no mesmo período de 2026

A melhoria nos resultados do banco liderado por Jorge Manuel Torres Pereira Ramos, Presidente da Comissão Executiva (PCE), representa uma recuperação absoluta de AOA 39,80 mil milhões (US$ 43,64 milhões) e marca uma inversão completa do resultado líquido da instituição, que passou de uma situação de prejuízo, em Junho de 2025, para uma posição lucrativa, em Junho do ano em curso.

A evolução ganha, ainda, maior destaque quando comparada com a dimensão do balanço. Apesar da recuperação do resultado, o activo total do BE recuou 4,63%, passando de AOA 729,53 mil milhões (US$ 799,96 milhões) no segundo trimestre de 2025 para AOA 695,78 mil milhões (US$ 762,44 milhões) em Junho de 2026. Em termos absolutos, o banco reduziu o volume de activos em aproximadamente AOA 33,74 mil milhões (US$ 37,52 milhões).

O principal movimento dentro do activo ocorreu na carteira de crédito. O crédito a clientes caiu 25,14%, passando de AOA 53,06 mil milhões (US$ 58,19 milhões) para AOA 39,73 mil milhões (US$ 43,53 milhões). A redução corresponde a AOA 13,34 mil milhões (US$ 14,66 milhões). Com esta queda, o crédito passou a representar apenas 5,71% do activo nos seis primeiros meses de 2026, contra aproximadamente 7,27% registados há um ano.

Em sentido contrário, os títulos e valores mobiliários cresceram 1,25%, de AOA 453,49 mil milhões (US$ 497,28 milhões), no 2T25, para AOA 459,16 mil milhões (US$ 503,15 milhões), no 2T26. Esta carteira continua, assim, a ser a principal componente do activo do banco, representando cerca de 66% do activo.

Do lado do passivo, a instituição financeira bancária, que tem estado em falência técnica, viu seu passivo diminuir em 4,61%, ao sair de AOA 1,36 biliões (US$ 1,49 mil milhões), no 2T25, para AOA 1,30 biliões (US$ 1,42 mil milhões), no 2T26. Dentro das componentes do passivo, os recursos de clientes recuaram 3,87%, passando de AOA 918,06 mil milhões (US$ 1,01 mil milhões), no final de Junho de 2025, para AOA 882,50 mil milhões (US$ 967,05 milhões) do mesmo período de 2026. Apesar da queda, os depósitos continuam a representar uma parcela importante do passivo, equivalente a 68,14% do total.

A situação de falência técnica do banco, isto é, quando passivo é superior ao activo, fixou-se em AOA 599,40 mil milhões negativos (US$ 656,83 milhões negativos), no 2T26, contra os AOA 628,23 mil milhões negativos (US$ 688,89 milhões negativos) registados no mesmo período de 2025, correspondendo a uma diminuição de 4,59%.

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Bernardo Bunga

EDITOR DE ECONOMIA & OIL

Bernardo Bunga é Editor de Economia & Oil no O Telegrama e possui mais de 5 anos de experiência em análise económica e planeamento financeiro. Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Angola (UCAN), detém, também, o bacharel em Gestão Financeira pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Fez parte da equipa de consultores que prestou consultoria ao Banco Mundial, ao Ministério do Planeamento e ao Ministério das Finanças para a harmonização de salários e subsídios dos projectos da representação em Angola do Banco Mundial. Actuou como consultor na Global Education e na Knowledge – Consultores & Auditores. Possui formações em planeamento e estratégia de tomada de decisão, teoria das restrições – Lean e Six Sigma (TLS), Excel Avançado e Análise de Dados.

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