Finanças & Wall Street

Lucro do BPC recua 33,13% para US$ 5,25 milhões no 2T26

Bernardo Bunga

20 Agosto, 2026 - 21:49

Bernardo Bunga

20 Agosto, 2026 - 21:49

O banco público comercial voltou a registar uma deterioração no seu desempenho financeiro, ao consentir, pela sexta vez consecutiva, uma redução nos Resultados Antes de Impostos, espelhando uma queda de AOA 2,374 mil milhões (US$ 2,60 milhões) em termos absolutos. Contudo, o balanço apresenta uma alta de 16,38% no seu património, que saiu de AOA 1,618 biliões (US$ 1,78 mil milhões), a 30 de Junho do ano transacto, para os actuais AOA 1,883 biliões (US$ 2,06 mil milhões)

O Lucro medido pelo Resultado Antes de Impostos (RAI) recuou 33,13%, passando de AOA 7,166 mil milhões (US$ 7,86 milhões) para AOA 4,792 mil milhões (US$ 5,25 milhões) no segundo trimestre do corrente. É a sexta vez consecutiva, isto desde o primeiro trimestre de 2025, que o banco liderado por Luzolo Espírito Santos de Carvalho apresenta uma deterioração no seu desempenho financeiro.

De acordo ainda com as peças contabilísticas da entidade, no período em referência, a expansão do activo foi sustentada principalmente pelos títulos e valores mobiliários, cuja carteira aumentou 13,22%, de AOA 591,3 mil milhões (US$ 648,4 milhões), em Junho de 2025, para AOA 669,5 mil milhões (US$ 733,6 milhões), no mesmo período de 2026. A rubrica ganhou, assim, peso na estrutura do activo, representando 35,53% do total.

No entanto, o crédito a clientes apresentou uma evolução quase nula, passando de AOA 367,9 mil milhões (US$ 403,4 milhões) para AOA 368,4 mil milhões (US$ 403,7 milhões), uma subida de apenas 0,12%, equivalente a cerca de AOA 457 milhões (US$ 501 mil). O crédito representava 19,55% do activo no final de Junho de 2026.

O passivo fixou-se em AOA 1,59 biliões (US$ 1,75 mil milhões), +20,21% em relação ao segundo trimestre do exercício económico transacto. Nesta rubrica, os recursos de clientes aumentaram AOA 256,4 mil milhões (US$ 280,8 milhões), em termos absolutos, passando de AOA 1,157 biliões (US$ 1,27 mil milhões), no 2T25, para AOA 1,41 biliões (US$ 1,55 mil milhões), no 2T26, uma alta de 22,16%. Os recursos de clientes passaram a representar 88,78% do passivo.

A expansão dos activos e do passivo contrastou, ainda, com a estabilidade dos fundos próprios, que permaneceram praticamente inalterados. A rubrica passou de AOA 287,2 mil milhões (US$ 314,9 milhões), em Junho de 2025, para AOA 287,1 mil milhões (US$ 314,7 milhões), em Junho de 2026, um incremento de apenas 0,02%.

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