Os resultados de 2025, apresentados pela RECREDIT, revelam que a carteira do crédito malparado do Banco de Poupança e Crédito (BPC) registou uma recuperação efectiva de AOA 30,79 mil milhões (US$ 33,76 milhões). Estes números, ao compararmos com o objectivo estimado de AOA 30 mil milhões (US$ 32,89 milhões) para 2025, constata-se que a Recredit superou a meta definida, atingindo uma taxa de recuperação de 102,67%.
De acordo com a fotografia contabilista apresentada, ao longo de seis anos (2020-2025), a instituição de capitais públicos responsável pela reestruturação e revitalização de activos creditícios adquiriu carteiras de crédito malparado ao banco comercial público no valor global de AOA 288,87 mil milhões (US$ 316,74 milhões), totalizando 476 processos. Desse montante, até 31 de Dezembro último, foram recuperados AOA 139,13 mil milhões (US$ 152,55 milhões), o equivalente a 48,16% do valor investido.
Do total de processos, a primeira carteira, composta por 28 processos e adquirida por valor administrativo de AOA 231,13 mil milhões (US$ 253,43 milhões), registou uma recuperação de AOA 28,97 mil milhões (US$ 31,77 milhões). Menos diversificada do que a segunda, com uma taxa de recuperação de 12,53%.
A segunda carteira, composta por 448 processos e adquirida ao justo valor de AOA 57,74 mil milhões (US$ 63,31 milhões), apresentou resultados acima das expectativas. Por cada kwanza investido neste portefólio, diz a instituição, recuperou-se quase o dobro, acumulando, assim, AOA 110,16 mil milhões (US$ 120,79 milhões), o que corresponde a uma taxa de recuperação de 190,79%.
Durante a apresentação dos dados, a presidente do Conselho de Administração (PCA), Miriam Estrela Mendes Custódio Ferreira, afirmou que a instituição “contribui, de forma directa, para a valorização do património financeiro do Estado e para o reforço da sua capacidade de intervenção económica e social” e que o impacto da Recredit “não se esgota nos números apresentados”.
“A nossa intervenção permite reduzir significativamente as perdas dos bancos através da alienação de créditos não produtivos, mitigar o impacto das imparidades nos balanços e libertar capital e liquidez para que estes se concentrem no seu verdadeiro objecto social: a concessão de crédito à economia real”, concluiu.
