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128.ª reunião: as decisões de política monetária do BNA

Bernardo Bunga

12 Março, 2026 - 17:47

Bernardo Bunga

12 Março, 2026 - 17:47

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) concluiu, esta quinta-feira (12), a sua 128.ª reunião, realizada no Namibe. A autoridade monetária decidiu manter inalteradas as três principais taxas de juro da política monetária, mas reduziu em 0,5 ponto percentual (p.p.) o Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional ‎

‎Segundo o comunicado final apresentado hoje, no Namibe, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, a Taxa BNA, a taxa da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez e a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez mantêm-se em 17,5%, 18,5% e 16,5%, respectivamente.

‎Em sentido contrário, o CPM decidiu reduzir Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional de 18% para 17,5%.

‎De acordo com o governador do BNA, “a decisão de manutenção das taxas de juro de política monetária reflecte a necessidade de preservar uma postura prudente, num contexto marcado por incertezas no ambiente económico internacional, associadas ao agravamento dos conflitos geopolíticos com eventuais impactos na economia nacional. Em relação à redução do Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional, Manuel Tiago Dias frisou que “visa libertar liquidez para dinamizar o funcionamento do mercado interbancário”.

‎Esta 128.ª do CPM ocorre depois de a taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, ter registado novamente uma queda no mês de Fevereiro, marcando a décima nona desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de crescimento mais lento da inflação homóloga, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo progressivamente até atingir 13,35% em Fevereiro do corrente ano. Tal representa uma desaceleração de 1,21 ponto percentual em relação ao mês de Janeiro e de 11,91 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

‎O BNA fez saber ainda que, em Fevereiro de 2026, o stock de crédito à economia em moeda nacional fixou-se em US$ 7,23 biliões, um aumento de 0,37% em relação ao mês de Janeiro do corrente ano, e uma expansão de 18,6% em termos homólogos.

‎Relativamente ao sector externo, nos dois primeiros meses do ano, o saldo acumulado da conta de bens atingiu US$ 2,45 mil milhões, face aos US$ 2,83 mil milhões registados no período homólogo de 2024, representando uma redução de 13,43%.

‎O stock das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) fixou-se em US$ 15,93 mil milhões, assegurando uma cobertura de aproximadamente 7,4 meses de importações de bens e serviços.

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