A taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, voltou a registar uma queda no mês de Março de 2026, marcando a vigésima desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de crescimento mais lento da inflação homóloga, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo progressivamente até atingir 12,42% em Março do corrente ano, esta desaceleração de 0,93 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês de Fevereiro e de 11,43 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.
Importa destacar que o Banco Nacional de Angola (BNA) fixou, para o ano em curso, a meta de inflação anual em 13,5%. Assim sendo, no terceiro mês de 2026, a inflação homóloga situou-se em 1,08 p.p. abaixo do limite definido para o final do período do corrente ano pela instituição responsável pela política monetária, facto que indica que, volvidos três meses, tal como sucedeu no mês de Fevereiro, o BNA alcançou a sua meta de política monetária em relação à inflação.
A classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 7,73 pontos percentuais, durante o mês de Março, seguida das classes: “Bens e serviços diversos” e “Transporte” com 0,81 ponto percentual cada, as restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,81 ponto percentual.”, refere o documento.
No grupo das províncias com menor variação de preços, destacam-se o Cunene, com uma taxa de 9,87%, seguido do Huambo, com 9,93%, e do Namibe, que registou uma variação de 10,55%. Em contrapartida, o comportamento dos preços foi mais pressionado noutras regiões do país. A província de Cabinda lidera o ranking da inflação, com uma variação de 19,56%. Seguem-se Malanje, com 14,62%, e Lunda Sul, com 14,58%, ambas também a registarem níveis de inflação significativamente acima da média das províncias com menores variações.
