A economia angolana registou um crescimento homólogo de 5,32% no primeiro trimestre de 2026 (IT26), face ao mesmo período de 2025, desempenho impulsionado, sobretudo, pela dinâmica do sector não petrolífero. Os dados constam da mais recente actualização das Contas Nacionais Trimestrais, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na sequência da revisão das Contas Nacionais Anuais.
Apesar de o sector petrolífero continuar a desempenhar um papel estratégico na geração de receitas externas e fiscais, os dados demonstram que a dinâmica recente do crescimento económico tem sido impulsionada, sobretudo, pelos sectores não petrolíferos.
Do ponto de vista estrutural, a economia nacional registou uma trajectória de crescimento assente, maioritariamente, nas actividades não petrolíferas. Enquanto o sector petrolífero apresentou uma contracção homóloga de 0,21%, o sector não petrolífero registou um crescimento de 6,22%, firmando-se como o principal motor da expansão económica no primeiro trimestre de 2026.
Nos primeiros 90 dias de 2026, a participação do sector petrolífero situou-se em 15,78% do PIB, mantendo-se abaixo dos níveis historicamente observados na economia nacional. Em contrapartida, o sector não petrolífero representou 84,22% do PIB, consolidando-se como a principal base de sustentação da actividade económica do país.
Importa destacar que a revisão metodológica decorre da adopção do Manual de Estatísticas das Finanças Públicas, Edição 2014, instrumento que estabelece padrões para a compilação e apresentação das estatísticas fiscais.
De acordo com os números, o PIB atingiu AOA 34,02 biliões (US$ 37,29 mil milhões, utilizando a taxa de câmbio do BNA do último dia de Março) no primeiro trimestre de 2026. Deste montante, 0,89% corresponde aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios, equivalente a AOA 302,05 mil milhões (US$ 331,15 milhões).
Actividades não petrolíferas lideram a formação da riqueza
A leitura da composição sectorial do PIB nominal demonstra uma crescente preponderância das actividades não petrolíferas na formação da riqueza nacional.
Segundo os dados apresentados pela instituição responsável pela estatística nacional, o sector da Agro-Pecuária liderou a estrutura económica nacional, representando 20,52% do PIB nominal. O Comércio e Reparação de Veículos posicionou-se como a segunda actividade com maior peso económico, correspondendo a 18,76% do PIB.
Por sua vez, a actividade de Extracção e Refinação de Petróleo representou 15,78% do PIB nominal, mantendo-se como um dos principais pilares da economia nacional, embora já sem a predominância absoluta observada em períodos anteriores.
A Administração Pública, Defesa e Segurança Social ocupou a quarta posição, com uma participação de 11,63%. Outros sectores também apresentaram contributos relevantes para a formação do PIB, nomeadamente Outros Serviços (6,27%), Indústria Transformadora (6,18%) e Transportes e Armazenagem (4,84%).
