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Inflação desacelera para 10,11% e completa 23 meses de queda consecutiva

Bernardo Bunga

9 Julho, 2026 - 12:10

Bernardo Bunga

9 Julho, 2026 - 12:10

Os dados divulgados, nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), sobre o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), referentes ao mês de Junho, indicam que a inflação homóloga, principal indicador da variação dos preços ao consumidor, completou, no sexto mês do ano em curso, 23 meses consecutivos de desaceleração, cenário cujo início foi em Agosto de 2024

A inflação em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Junho de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação homóloga de 10,11%. A actual taxa representa uma redução de 0,76 ponto percentual (p.p.) face à taxa observada em Maio do corrente ano. Em comparação com Junho de 2025, período em que a inflação se encontrava significativamente mais elevada (19,73%), verificou-se uma desaceleração de 9,62 p.p.

Importa destacar que o Banco Nacional de Angola (BNA) fixou, para o ano em curso, a meta de inflação anual em 13,5%. Assim sendo, no sexto mês de 2026, a inflação homóloga situou-se em 3,39 p.p. abaixo da meta definida pela instituição responsável pela política monetária para o final de 2026.

“A classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 6,53 pontos percentuais, durante o mês de Junho, seguida das classes: “Transporte” com 0,73 ponto percentual, “Bens e serviços diversos” com 0,54 ponto percentual e “Saúde” com 0,46 ponto percentual. As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,46 ponto percentual”, refere o documento.

No grupo das províncias com menor variação de preços, destacam-se Huambo, com uma taxa de 7,53%, seguido da Lunda Norte, com 7,65%, e do Cunene, que registou uma variação de 7,75%. Em contrapartida, o comportamento dos preços foi mais pressionado noutras regiões do país. A província de Cabinda lidera o ranking da inflação, com uma variação de 15,22%. Seguem-se Malanje, com 12,93%, e Moxico, com 11,66%.

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