Quatro bancos angolanos integram o sindicato internacional formado por 27 bancos que vai financiar a Sonangol Finance, a subsidiária financeira da Sonangol EP, criada para levantar recursos nos mercados internacionais em nome do grupo empresarial detido integralmente pelo estado angolano.
Da cortina do imponente edifício de 22 andares da segunda maior produtora de petróleo do continente africano, e nada mais nada menos do que o “coração” das finanças públicas do país, ainda não transpirou qualquer informação oficial sobre esta operação, porém documentos compulsados pelo O Telegrama atestam que a operação terá efeitos a partir do dia 18 deste mês, período em que está agendado o closing deal, ou seja, a finalização do contrato e da transacção do negócio.
No global, a Sonangol vai endividar-se em 2.65 mil milhões de dólares, sendo que os recursos serão utilizados para investimentos em CAPEX e OPEX.
Nesta operação, o desembolso e o reembolso são feitos na moeda norte-americana, com periodicidade mensal e amortização de capital e pagamento de juros pelo prazo de até 7 anos, podendo ser antecipado pelo cliente, no caso a Sonangol Finance. Na possibilidade de antecipação, a subsidiária e veículo corporativo da petrolífera estatal angolana compromete-se em pagar uma penalização como previsto no preçário das instituições financeiras participantes.
Entre as quatro instituições bancárias domésticas que integraram o sindicato, destaque para o Banco de Fomento Angola (BFA), que teve a maior participação, tendo desembolsado um ticket de US$ 35 milhões; seguindo-se o Banco Millennium Atlântico (BMA) com US$ 30 milhões; o Banco Angolano de Investimentos (BAI) com US$ 25 milhões, e, por último, o Banco Sol, com um ticket de US$ 15 milhões.
Para a banca nacional, esta operação configura uma excelente oportunidade que visa o aumento e a diversificação da rentabilidade em aplicações em moeda externa, o melhoramento da visibilidade internacional, assim como dinamizar a experiência das instituições bancárias locais em operações promovidas por sindicatos internacionais.
Conheça outros participantes

Dos 27 participantes, os franceses da Societé Génerale destacam-se como os maiores investidores nesta operação, com um ticket de US$ 400 milhões. Em segundo lugar surgem os sul-africanos do Standard Bank of South Africa Limited, com US$ 350 milhões e, em terceiro lugar, com 234 milhões, está o maior banco dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o First Abu Dhabi Bank PJSC.
Com US$ 200 milhões cada, estão o Deutsche Bank, Absa Bank Limited (sul-africano) e o Absa Bank, da Mauritânia. O Abu Dhabi Commercial Bank PJSC e o chines Bank of China Limited disponibilizarão um ticket de US$ 125 milhões cada, ao passo que a sucursal em Londres do FirstRand Bank Limited disponibilizará 150 milhões. O Access Bank UK Limited e o ICBC Standard Bank Plc desembolsarão US$ 100 milhões cada.
Entre outros participantes de média e menor participação, fazem parte do sindicato o Bank of Africa United Kingdon Plc (US$ 8 Milhões), o holandês Nexent Bank (US$ 8 Milhões), o alemão Atlantic Forfaitierungs AG (US$ 7 milhões), e o Banque Misr (US$ US$ 50 milhões), sediado no Dubai.