Finanças & Wall Street

Lucro do BCI aumenta 64,08% para US$ 35,95 milhões no 2T26

José Praia

18 Agosto, 2026 - 15:20

José Praia

18 Agosto, 2026 - 15:20

No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido do Banco de Comércio e Indústria (BCI) registou um crescimento de 64,08%, face ao período homólogo de 2025. No geral, os principais indicadores financeiros do banco liderado por Renato da Assunção Borges apresentaram uma evolução positiva no período em análise

De acordo com o balancete referente ao segundo trimestre de 2026, o Resultado Líquido reportado pela gestão de Renato Borges cifrou-se em AOA 32,81 mil milhões (US$ 35,95 milhões), traduzindo-se num crescimento absoluto de AOA 12,81 mil milhões (US$ 14,04 milhões), face aos AOA 19,99 mil milhões (US$ 21,93 milhões) registados no igual período de 2025.

A trajectória de crescimento foi, igualmente, observada no activo do banco, que cresceu 43,81%, para AOA 1,20 bilião (US$ 1,32 mil milhões) nos primeiros 180 dias de 2026 contra os AOA 837,50 mil milhões (US$ 918,36 milhões) do período homólogo.

Este crescimento foi influenciado, sobretudo, pelos Títulos e Valores Mobiliários, que registaram o maior montante entre os activos. A carteira cresceu 107,07%, para AOA 390,69 mil milhões (US$ 428,13 milhões) em 30 de Junho de 2026, contra os AOA 188,68 mil milhões (US$ 206,89 milhões) registados no mesmo período de 2025. A rubrica representou 32,44% da estrutura do activo.

O crédito a clientes, outro dos principais segmentos de actividade do BCI, também registou uma evolução positiva, ao crescer 30,97%, passando de AOA 287,21 mil milhões (US$ 314,94 milhões), no 2T25, para AOA 376,69 mil milhões (US$ 412,20 milhões), no 2T26. Esta rubrica representou 31,23% do total do activo.

Por sua vez, o passivo aumentou 45,10%, para AOA 1,03 bilião (US$ 1,13 mil milhões), face aos AOA 708,27 mil milhões (US$ 776,65 milhões) registados nos primeiros seis meses de 2025.

Nesta rubrica, os recursos de clientes e outros empréstimos cresceram 78,87%, para AOA 902,93 mil milhões (US$ 989,44 milhões), representando a maior parcela do passivo, com um peso de 87,86%.

Entretanto, os fundos próprios, também designados por recursos dos accionistas, cifraram-se em AOA 143,89 mil milhões (US$ 157,67 milhões) em 30 de Junho de 2026, reflectindo um crescimento de 31,72% face aos AOA 109,24 mil milhões (US$ 119,79 milhões) registados em 30 de Junho de 2025.

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José Praia Pedro

EDITOR DE EMPRESAS & MERCADOS

No início do verão de 2024 juntei-me à equipa de jornalistas da revista O Telegrama, dividido entre a Editoria de Economia & Oil e a Editoria de Empresas & Mercados. Professor de matemática, fiz licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tenho a responsabilidade de manter debaixo de olho tudo o que se passa no panorama dos negócios empresariais e, sobretudo, nos mercados financeiros domésticos e internacionais, desde a ‘Bolsa de Luanda’ (BODIVA), de New York Stock Exchange (NYSE) e NASDAQ, passando pela chinesa Shanghai Stock Exchange Euronext; Hong Kong, Saudi Exchange até a Bolsa de Valores de Londres ou, se preferirem, London Stock Exchange.

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