A principal alteração, contudo, ocorreu entre os Economistas. A participação deste grupo caiu de 19,3%, no primeiro trimestre, para 7,5% no segundo trimestre, uma redução de 11,8 pontos percentuais (p.p.). Com esta quebra, os Economistas são retirados do grupo dos principais utilizadores participantes no inquérito e contrasta com a liderança registada pelos Estatísticos no período.
Em relação aos produtos estatísticos, as publicações sobre os Censos concentraram, nos primeiros seis meses de 2026, a maior procura entre os produtos estatísticos disponibilizados pelo INE, ao representarem 55,2% das consultas realizadas pelos utilizadores. O interesse pelos dados censitários superou o registado nas Estatísticas de Preços e nas Estatísticas Demográficas e Sociais, ambas com 52,2%.
Em sentido oposto, as Estatísticas de Emprego registaram uma procura residual, com apenas 3,0% de frequência no trimestre em análise.
Além da procura pelos produtos estatísticos, os resultados relativos ao nível de satisfação dos utilizadores com os produtos disponibilizados pelo INE, no trimestre em análise, revelam, de modo geral, uma avaliação favorável. Do total dos respondentes, 35,8% classificaram o seu nível de satisfação como elevado, enquanto 29,9% o consideraram muito elevado e outros 29,9% moderado. Em contrapartida, apenas 4,5% dos inquiridos manifestaram um nível reduzido de satisfação.
No que diz respeito à consistência dos dados estatísticos, 58,2% dos respondentes avaliaram positivamente este aspecto no segundo trimestre de 2026, contra 63,2% no trimestre anterior, uma quebra de 5 pontos percentuais (p.p.).
Quanto à solidez metodológica dos produtos estatísticos divulgados pelo INE, os inquiridos mantiveram uma avaliação positiva, com 56,7% dos respondentes a manifestarem esta percepção no 2T2026, face aos 61,4% registados no 1T2026.
A capacidade dos indicadores estatísticos para reflectir adequadamente a realidade e a conjuntura económica e social do país foi reconhecida por 70,1% dos respondentes. Em contrapartida, 13,4% dos inquiridos apresentaram uma avaliação menos favorável.
Neste período, 52,2% dos inquiridos consideraram satisfatório o cumprimento, pelo INE, do calendário oficial de publicações, com a disponibilização da informação dentro dos prazos estabelecidos. O resultado representa uma redução face ao período anterior, quando esta avaliação se situou em 70,2%.