A inflação homóloga em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Agosto de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação homóloga de 8,78%. A actual taxa representa uma redução de 0,55 ponto percentual (p.p.) face à taxa observada em Julho do corrente ano. Em comparação com Agosto de 2025, período em que a inflação se encontrava significativamente mais elevada, em 18,88%, verificou-se uma desaceleração de 10,09 p.p.
No entanto, a inflação mensal seguiu uma trajectória contrária à observada na inflação homóloga, ao acelerar pelo segundo mês consecutivo, fixando-se em 0,83% em Agosto de 2026, o que representa um aumento de 0,10 p.p. em relação ao mês de Julho do mesmo ano.
Apesar desta evolução, o nível registado em Agosto ainda permanece acima da meta definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para o final do ano. Na última reunião do Comité de Política Monetária (CPM), realizada nos dias 13 e 14 de Julho, a instituição fixou em 8,6% a meta de inflação para 2026.
Com a inflação homóloga a situar-se em 8,78% em Agosto, o nível registado no oitavo mês do ano ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da meta estabelecida pelo BNA para o encerramento de 2026.
“A classe ‘Educação’ foi a que registou o maior aumento no índice de preços, com uma variação homóloga de 19,33%. Destacam-se também aumentos nas classes ‘Alimentação e bebidas não alcoólicas’, com 9,94%; ‘Saúde’, com 9,66%; e ‘Bebidas alcoólicas e tabaco’, com 9,02%”, refere a nota de imprensa.
Entre as províncias com menor variação de preços, destacam-se o Cuanza Norte, com uma taxa de 5,22%, seguido do Huambo, com 5,85%, e do Cunene, que registou uma variação de 6,69%. Em contrapartida, o comportamento dos preços foi mais pressionado noutras regiões do país. A província de Cabinda lidera o ranking da inflação, com uma variação de 11,53%, seguida de Malanje, com 11,25%, e da Lunda Sul, com 10,69%.