A cooperativa, que conta com um investimento de AOA 100,00 milhões (US$ 109,56 mil) em implementação e operacionalização, pretende chegar a 100 cooperadas activas até ao final do ano em curso, tendo ainda a ambição de chegar a 500 cooperadas até ao final de 2027. Mais do que conceder crédito, pretende desenvolver um ecossistema onde o acesso a recursos, educação, tecnologia, networking e oportunidades de negócio funcionem de forma integrada.
Um comunicado de imprensa enviado ao O Telegrama refere que a Instituição Financeira não bancária, aprovada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), nasce com o propósito de contribuir para a inclusão financeira e para o crescimento sustentável dos negócios criados e liderados por mulheres, através de soluções de crédito, poupança, protecção, educação financeira e inclusão digital.
“A instituição parte de uma realidade ainda presente no mercado nacional: milhares de mulheres participam activamente na economia angolana, criam negócios, geram rendimento e emprego, mas continuam a enfrentar obstáculos no acesso a créditos, instrumentos de poupança e conhecimento financeiro, adequados à sua realidade e à dos seus negócios. É neste espaço que a WEA pretende actuar”, lê-se no comunicado de imprensa da instituição.
Com o início da sua actividade, a cooperativa de crédito criou 20 postos de trabalho e conta com uma equipa constituída em significativa proporção por jovens angolanos que, desde o último trimestre de 2025, beneficiam de formação direccionada, nas áreas de risco, crédito, jurídico, inteligência de negócio e operações, apostando, desse modo, no desenvolvimento de competências, na valorização do talento nacional e na preparação de uma nova geração de profissionais para o sector financeiro.
A WEA – Cooperativa de Crédito foi fundada por Maria Uini Baptista, profissional com mais de duas décadas de experiência no sistema financeiro angolano, incluindo funções de liderança executiva na banca e no mercado de capitais, e quatro anos de actuação em ecossistemas de negócios e finanças com enfoque no género feminino. Juntam-se ao projecto, como cofundadoras, Karina Barbosa, Anaína Lourenço e Lídia Capepe, empresárias e empreendedoras com percursos de destaque em diferentes sectores.