Finanças & Wall Street

O top five dos bancos que mais cresceram em património no 2T26

José Praia

2 Setembro, 2026 - 16:39

José Praia

2 Setembro, 2026 - 16:39

Embora o BAI, BFA e Standard Bank conservem a posição de bancos com maior património do sector, representando, em conjunto, 54,93% do património total, são as instituições bancárias não sistémicas que registaram os maiores crescimentos dos seus activos no segundo trimestre do ano corrente, com destaque para o BIR, Banco Valor, Banco da China, BCI e Keve

Ao longo dos primeiros seis (6) meses do ano em curso, o sector bancário acumulou um património avaliado em AOA 22,90 biliões (US$ 25,09 mil milhões), representando um crescimento de 16,17% face aos AOA 19,71 biliões (US$ 21,62 mil milhões) registados no período homólogo de 2025.

No período em análise, no universo dos 19 bancos analisados, não foram consideradas as contas do Banco Internacional de Crédito (BIC), por não ter disponibilizado o balancete do IIT26, nem as do African Bank of Oman (ABO), que iniciou as suas operações no segundo trimestre deste ano e, por isso, ainda não dispõe de dados comparativos.

Entre as instituições analisadas, os bancos não sistémicos, nomeadamente o Banco BIR, a sucursal do Banco da China (BOCL) e o Banco Valor (BVB), ocupam os três primeiros lugares entre as instituições que mais aumentaram os seus patrimónios em termos de variação homóloga. O Banco de Comércio e Indústria (BCI) e o Banco Keve completam o top five.

O BIR, governado pela banqueira Lígia Madaleno, foi a instituição bancária que mais cresceu no período em análise, ao registar uma expansão de 91,36% no património, passando de AOA 266,07 mil milhões (US$ 291,76 milhões), no primeiro semestre de 2025, para AOA 509,15 mil milhões (US$ 557,93 milhões), no primeiro semestre de 2026.

Apesar do forte crescimento, o património do BIR representa apenas 2,29% do património total do sector.

Em segundo lugar surge o Banco da China (BOCL), liderado pelo responsável da alta gestão, Yang Haiong, que registou um crescimento de 60,84% no património, para AOA 170,55 mil milhões (US$ 186,89 milhões), acima dos AOA 106,04 mil milhões (US$ 116,28 milhões) registados no período homólogo, correspondendo a um peso de 0,77% do património global da banca nacional.

Na terceira posição está o Banco Valor (BVB), liderado pelo banqueiro Gonçalo Afonso Dias Madaleno. A instituição registou um crescimento de 48,54% no património, que passou de AOA 125,18 mil milhões (US$ 137,27 milhões) para AOA 185,94 mil milhões (US$ 230,75 milhões) no período em análise, valor que representa 0,84% do património global do sector bancário.

Por sua vez, o Banco de Comércio e Indústria (BCI), com uma participação de 5,42% no património total do sector bancário, ascendeu à quarta posição, depois de aumentar o seu património em 43,81%, para AOA 1,20 biliões (US$ 1,32 mil milhões). O peso do banco liderado por Renato Borges representa 5,42% do património total da banca nacional.

A fechar os cinco maiores no ranking de crescimento do acivo está o Banco Keve, dirigido por Bruno Grilo, que registou um crescimento de 42,54%, elevando o seu património para AOA 1,81 biliões (US$ 1,99 mil milhões). A instituição representa 8,17% do património total da banca comercial.

Yetu e BE foram os únicos a reduzir o património

Dos dois bancos que registaram uma redução dos seus patrimónios no período em análise, o Banco Yetu (BY) apresentou a maior queda, de 6,23%, passando para AOA 189,81 mil milhões (US$ 207,99 milhões). O património da instituição representa 0,83% do total do sector para o período.

Na sequência, o Banco Económico (BE) registou uma redução de 4,63%, para AOA 695,78 mil milhões (US$ 762,44 milhões), passando a representar 3,04% do património global do sector bancário.

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