Em sentido contrário, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a actividade industrial apresentou uma evolução significativamente positiva. A taxa de variação homóloga do IPI fixou-se em 53,75% em Julho de 2026, representando um aumento de 53,60 p.p. face a Julho de 2025. O desempenho homólogo foi impulsionado, sobretudo, pela Indústria Transformadora, que registou uma variação de 234,56%, assumindo-se como o principal segmento responsável pela expansão da produção industrial no período em análise.
Os dados indicam que, entre os sectores de actividade que compõem o índice, a indústria extractiva destacou-se como a principal responsável pelo desempenho negativo, ao contribuir negativamente com 3,33 pontos percentuais para a variação mensal do IPI.
Entretanto, a Indústria Transformadora registou a maior variação positiva da produção industrial, com um crescimento de 6,50% face ao mês de Junho, seguida da actividade de Captação, Tratamento e Distribuição de Água e Saneamento, que avançou 5,11% no mesmo período. Em sentido contrário, a Produção e Distribuição de Electricidade apresentou uma contracção de 3,79%, enquanto a Indústria Extrativa registou a maior queda, de 7,52%, contribuindo significativamente para o desempenho negativo mensal do IPI.
Quando analisada a variação do IPI por categoria de bens, verifica-se que os Bens Intermédios registaram a maior variação mensal positiva, de 11,88%, seguidos pelos Bens de Consumo, com um crescimento de 6,89%, e pelos Bens de Investimento, que avançaram 5,23%. Em sentido contrário, os Produtos de Energia apresentaram uma contracção de 7,27%, constituindo a única categoria a registar uma variação negativa no período em análise.
Volume de Negócio da indústria nacional recua 7,35%
O Volume de Negócio da indústria nacional perdeu terreno em Julho de 2026, ao registar uma contracção mensal de 7,35%, num desempenho que traduz uma deterioração de 8,26 p.p. face ao mês anterior.
Na base deste recuo esteve a Indústria Extractiva, cujo volume de negócio diminuiu 10,62% no período em análise. Pelo seu peso na formação do índice, o segmento contribuiu negativamente com 8,14 p.p., anulando parte dos ganhos obtidos nos restantes ramos de actividade e determinando, em grande medida, o resultado global de Julho.
Em sentido oposto, a Indústria Transformadora apresentou o desempenho mais favorável, ao crescer 7,35% face ao mês de Junho. O segmento contribuiu com 1,41 p.p. para a variação mensal do índice, constituindo o principal amortecedor da queda registada no conjunto da actividade industrial. O comportamento dos restantes segmentos, contudo, reforçou a tendência descendente.
Quando comparado com Julho de 2025, o quadro torna-se ainda mais expressivo. O Índice de Volume de Negócio apresentou uma contracção homóloga de 24,46%, representando uma deterioração de 0,80 ponto percentual face (p.p.) ao período homólogo anterior.
A Indústria Extractiva voltou a concentrar a maior pressão sobre o indicador, ao registar uma queda homóloga de 37,81%. O desempenho contrasta, entretanto, com a evolução dos demais segmentos, sobretudo da Indústria Transformadora, que apresentou um crescimento homólogo de 114,77%.