A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) aprovou a proposta de transformação da correctora de valores mobiliários Lwei Brokers para distribuidora de valores mobiliários, num processo antecedido de aumento de capital de AOA 15 milhões para AOA 115 milhões, em conformidade com as exigências regulatórias.
O objectivo da transformação, segundo documento consultado pelo O Telegrama, é o de expandir o leque de produtos, olhando, sobretudo, para a banca de investimento com foco nas pequenas e médias empresas.
Com esta alteração, o que muda, na prática? Tanto as distribuidoras (SDVM) quanto as correctoras (SCVM) são instituições financeiras que têm como objectivo intermediar as negociações, envolvendo valores mobiliários entre investidores e tomadores de recursos, como, por exemplo, a intermediação de oferta pública e distribuição, compra e venda de títulos e valores mobiliários no mercado. Encarregar-se da administração de carteiras e investimentos, assim como da prestação de serviços de intermediação e de assessoria e/ou assistência técnica são actuações idênticas.
A diferença está no Decreto Legislativo Presidencial n.º 5/13, de 9 de Outubro, que estabelece que as sociedades correctoras de valores mobiliários apenas podem gerir carteiras de seus clientes, enquanto as sociedades distribuidoras gerem carteiras de investimentos próprios, de terceiros (clientes), além da estruturação da emissão obrigacionista.
Essa mudança surge numa altura em que se procedeu, igualmente, à alteração no seu Conselho de Administração, que elegeu Heridânio Dalino Ramos Lopes da Cruz como presidente da entidade.
No exercício económico de 2025, a Lwei fechou com um resultado líquido calculado em AOA 202 milhões (US$ 221,42 mil), representando uma redução de 1,98% face a AOA 206 mil milhões (US$ 225,93 mil) em relação a 2024. Os dados mais recentes, referente ao primeiro semestre de 2026, apontam para uma receita record de AOA 682 milhões (US$ 747,34 mil).
Relativamente ao volume de intermediação, este ficou calculado em AOA 403 mil milhões (US$ 441,75 milhões), em todo período de 2025, aumentando 163,39% contra AOA 153 mil milhões (US$ 168,18 milhões) registado em 2024. No primeiro semestre de 2026, a calculadora aponta para mais de AOA 250 mil milhões (US$ 273,95 milhões).
Em termos de contas custodia, a distribuidora saiu de 2817, em 2025, para 3691, no ano de 2026.