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Produção industrial cresce 8,89% em Setembro, impulsionada pela indústria extractiva

Bernardo Bunga

4 Novembro, 2026 - 23:13

Bernardo Bunga

4 Novembro, 2026 - 23:13

Em Setembro de 2026, o Índice de Produção Industrial (IPI) registou uma variação mensal positiva de 8,89%, representando um aumento de 12,98 pontos percentuais (p.p.) em relação a Agosto do mesmo ano. A indústria extractiva foi a principal responsável pelo desempenho, ao contribuir com 8,90 p.p. para a evolução do indicador. Os dados constam do boletim sobre Índice de Produção Industrial do INE

Em termos homólogos, a produção industrial cresceu 8,46%, traduzindo um aumento de 5,67 pontos percentuais face a Setembro de 2025. Este comportamento foi impulsionado, principalmente, pela indústria transformadora, cuja produção registou uma expansão de 47,83%.

A análise por sectores mostra que a indústria extractiva apresentou a maior variação mensal, com um crescimento de 14,17%, seguida da indústria transformadora, que avançou 0,13%. Em sentido contrário, a produção e distribuição de electricidade, gás e vapor registou uma contracção mensal de 0,99%, sendo a única actividade, entre as analisadas, a apresentar uma evolução negativa neste período.

De acordo com os dados do boletim, na comparação homóloga, a indústria transformadora destacou-se, novamente, com um crescimento de 47,83%, assumindo um papel determinante na expansão da produção industrial face ao período correspondente de 2025.

Por categoria de bens, os produtos de energia lideraram o crescimento mensal, ao registarem uma variação positiva de 13,88%, representando um aumento de 17,83 p.p. relativamente ao mês anterior. Em contrapartida, os bens de consumo e os bens intermédios apresentaram variações negativas de 0,01% e 1,11%, respectivamente.

Paralelamente, o Índice de Volume de Negócio da indústria registou uma variação mensal positiva de 24,39%, o que representa um aumento de 32,97 p.p. face a Agosto. A indústria extractiva voltou a assumir a liderança, com um crescimento de 30,19%, contribuindo com 24,79 p.p. para a evolução do indicador.

Apesar da recuperação mensal, o comportamento do volume de negócios revelou uma tendência distinta na comparação anual. Em termos homólogos, o indicador registou uma variação negativa de 26,92%, correspondendo a uma redução de 4,67 p.p. face ao mesmo período do ano anterior.

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