O Banco Económico (BE), liderado por Jorge Pereira Ramos, registou um prejuízo de AOA 2,88 mil milhões (US$ 3,16 milhões), o que representa uma deterioração de 113,57% face ao lucro de AOA 21,21 mil milhões (US$ 23,26 milhões) alcançado no período homólogo de 2025. A evidencia de deterioração e/ou de desempenho negativo foi registada praticamente em todos os indicadores financeiros.
Com um decréscimo de 8,37%, o activo total do banco saiu de AOA 764,59 mil milhões (US$ 838,37 milhões) para AOA 700,56 mil milhões (US$ 768,05 milhões).
Entre as componentes do activo, a carteira de títulos e valores mobiliários fixaram-se em AOA 462,91 mil milhões (US$ 507,50 milhões) no 1T26, contra os AOA 474,04 mil milhões (US$ 519,79 milhões) registados no 1T25, representando uma queda de 2,35%. Esta rubrica continua a ser uma das principais componentes da estrutura patrimonial do banco, com um peso de 66,08% sobre o activo total.
Seguindo a mesma trajectória descendente, o crédito concedido a clientes recuou 26,32%, ao passar de AOA 52,60 mil milhões (US$ 57,68 milhões) para os actuais AOA 38,76 mil milhões (US$ 42,49 milhões). O crédito a clientes, principal actividade do core business da banca, representou apenas 5,53% do activo total.
Relativamente ao passivo, o BE passou de AOA 1,37 biliões (US$ 1,51 mil milhões) nos primeiros três meses de 2025 para AOA 1,34 biliões (US$ 1,47 mil milhões) no mesmo período de 2026, traduzindo-se numa redução de 2,21%.
Os recursos de clientes também recuaram, ao situarem-se em AOA 890,58 mil milhões (US$ 976,38 milhões), uma contracção de 4,64%. Os depósitos e recursos captados junto dos clientes representam 66,32% do passivo total do banco.
Além de o passivo continuar superior ao activo, os accionistas reduziram ligeiramente, em 1,52%, as necessidades de injecção de capital na rubrica “fundos próprios”, que registou um montante negativo de AOA 639,45 mil milhões (US$ 701,05 milhões), contra os AOA 629,89 mil milhões (US$ 690,68 milhões) negativos apurados no primeiro trimestre de 2025. Estes números voltam a mostrar sinais de falência técnica do Banco Económico.
