No segundo painel, subordinado ao tema “Democratização do investimento, tecnologia, acesso e experiência do investidor, moderado pelo consultor Lopo Santos, Vasco Januário abordou a questão das características e número de investidores do mercado, tendo apontado os bancos como principais “drivers” das negociações na Bolsa de Dívidas e Valores de Angola.
“Quanto ao perfil dos nossos investidores, temos vindo a assistir (a) uma entrada de fundos de pensões, seguradoras, uma participação boa de fundos de investimento, mas os bancos ainda são os elementos determinantes das negociações na BODIVA”, disse o administrador executivo da CMC.
Vasco Januário acrescentou, ainda, que, em relação aos particulares, já existe uma actuação para além de Luanda, o que até então era um dos grandes desafios. E, com a facilidade que alguns brokers colocaram, como, por exemplo, a eliminação da exigência de abertura de conta custódia, por via da assinatura de um formulário em Luanda, permitiu acelerar essa participação.
Para o regulador, o número de investidores é animador, considerando que existam 60 mil contas custódias abertas, ao admitir a necessidade de se analisar, com a devida atenção, esse indicador e, por conseguinte, expurgar os que têm Número de Identificação Fiscal (NIF) duplicados, pelo facto de ser permitido que investidores com o mesmo NIF possam abrir contas em diferentes agentes de intermediação.