Este é o desempenho económico herdado pela gestão de José Carlos Burity, que assumiu funções um dia após o encerramento das contas do primeiro semestre, elaboradas pela então administração de Mário Abílio Palhares, fundador do banco, que alienou a sua participação ao Fundo Fénix, gerido pela Kassai Capital.
De acordo com as demonstrações financeiras divulgadas pela entidade, até 31 de Junho, o activo da instituição bancária apresentou uma trajectória contrária à do resultado líquido, crescendo 2,69%, saindo de AOA 564,80 mil milhões (US$ 619,32 milhões) para os actuais AOA 579,96 mil milhões (US$ 635,53 milhões).
Da leitura do balancete, o crescimento da riqueza do banco deveu-se, sobretudo, à expansão da carteira de crédito, que saiu de AOA 164,16 mil milhões (US$ 180,01 milhões) para AOA 174,60 mil milhões (US$ 191,34 milhões) no período homólogo, apresentando uma alta de 6,36%. A carteira de crédito contribuiu com 30,11% sobre o activo total.
Nas demonstrações financeiras do BNI, a rubrica Caixa e Disponibilidades, que engloba os activos de liquidez imediata para as suas operações, o valor cresceu 14,60%, atingindo os AOA 121,68 mil milhões (US$ 133,34 milhões) e com peso de 20,98% sobre o activo.
O passivo, por seu lado, registou uma baixa de 6,03%, ao passar de AOA 507,58 mil milhões (US$ 556,59 milhões) no segundo trimestre de 2025 para AOA 476,99 mil milhões (US$ 522,69 milhões) no período em análise.
Os recursos dos clientes, principal componente do passivo, pesando 94,69% do seu total, fecharam o trimestre com um aumento de 5,22%, situando-se em AOA 451,68 mil milhões contra os anteriores AOA 429,26 mil milhões (US$ 470,71) milhões).
Os fundos próprios apresentaram um crescimento robusto de 87,99%, ao saírem dos AOA 53,90 mil milhões (US$ 59,11 milhões), em Junho de 2025, para AOA 101,34 mil milhões (US$ 111,05 milhões), no mesmo período de 2026.