O estudo, que surge num cenário de transformação digital e exigência regulatória crescente, concluiu que as novas Normas Globais de Auditoria Interna têm sido o principal motor da melhoria contínua. Este contexto reforça o posicionamento da auditoria nas instituições e sublinha a urgência de ganhar eficiência e eficácia através da tecnologia.
“A modernização tecnológica surge como o próximo passo crítico para a auditoria interna. Ao integrar ferramentas de data analytics e sistemas especializados, as instituições podem adoptar modelos de auditoria contínua e automatizada, elevando a eficiência operacional”, lê-se no comunicado enviado ao O Telegrama.
O diagnóstico da Deloitte é claro: a digitalização contínua é essencial para que a banca angolana responda às exigências normativas e acompanhe a evolução do mercado.
O documento refere ainda que a evolução para planos plurianuais de auditoria interna e a integração crescente de auditorias aos sistemas de informação irão permitir às instituições financeiras bancárias caminhar para uma abordagem mais estratégica. No entanto, o reforço de Programas de Avaliação e Melhoria da Qualidade (QAIP) e a realização de avaliações externas, conforme requerido pelas Normas do Institute of Internal Auditors, irão assegurar uma maturidade crescente e revelar o compromisso e foco com a melhoria contínua.
Por outro lado, o estudo também identificou a necessidade crítica de especialistas em auditoria de sistemas de informação. A carência de recursos dedicados a esta vertente em várias instituições bancárias revela uma oportunidade estratégica de especialização, especialmente num cenário de crescente exposição a riscos tecnológicos e de cibersegurança, por isso, colmatar esta lacuna é essencial para fortalecer a resiliência das instituições.
“A necessidade de reforçar o processo de capacitação contínua dos colaboradores deve ser entendida como um passo essencial, o estímulo à formação anual estruturada auxilia os bancos a acompanhar padrões internacionais”, refere o estudo da Deloitte.
O relatório reitera que, dentro do programa de capacitação, a existência de colaboradores com certificações relevantes na área, como o Certified Internal Auditor (CIA) e o Certified Information Systems Auditor (CISA), surge como um vector estratégico, devendo ser encarada como um compromisso com a qualidade técnica, rigor e alinhamento com práticas globais.
De acordo com José Barata, Country Managing Partner da Deloitte Angola, este estudo reafirma o compromisso da Deloitte com Angola e o contributo para o fortalecimento institucional e governança do sistema financeiro nacional.
“A auditoria interna na banca angolana está num percurso positivo de evolução e modernização. Apesar dos desafios existentes, as funções de auditoria interna têm hoje a oportunidade de se afirmar como agentes de transformação, contribuindo para Instituições mais sólidas, mais eficientes e mais preparadas para o futuro”, explicou Barata.
O responsável sublinhou que a Deloitte Angola vai continuar a apoiar as instituições financeiras bancárias na construção de funções de Auditoria Interna fortes, independentes e alinhadas com padrões internacionais, contribuindo, assim, para um sector financeiro mais sólido e confiável.