No âmbito da condução da política monetária, o Conselho de Governadores da Reserva Federal decidiu, por unanimidade, manter inalterada a taxa de juro sobre reservas em 3,65%, sinalizando uma postura de cautela face à evolução das condições macroeconómicas e à persistência de pressões inflacionistas. Em paralelo, foi fixada a taxa de crédito primária em 3,75%.
Adicionalmente, o FOMC orientou o Open Market Desk de Nova Iorque a garantir que a taxa dos fundos federais permaneça dentro do intervalo previamente estabelecido, através de uma gestão activa das operações de mercado aberto. Neste quadro, foi igualmente determinada a realização de operações de recompra (repo) à taxa de 3,75%, instrumento fundamental para a regulação da liquidez de curto prazo e para a transmissão eficaz da política monetária aos mercados financeiros.
A reunião, que decorreu num contexto desafiante, influenciado sobretudo pela escalada de tensões no Médio Oriente, com destaque para o Irão, colocou em alerta os riscos inflacionistas associados à subida dos preços da energia.
A nível internacional, os mercados financeiros acompanharam com elevada expectativa a decisão do banco central norte-americano, uma vez que o comunicado destaca que a actividade económica dos Estados Unidos continua a expandir-se a um ritmo sólido. No entanto, o mercado de trabalho apresentou sinais de moderação, com ganhos de emprego reduzidos e uma taxa de desemprego praticamente inalterada nos últimos meses.
Em relação aos níveis de preços, a inflação permanece moderadamente elevada, acima da meta de 2% definida pela autoridade monetária.
De acordo com o comunicado, o Comité reafirma o seu compromisso com o duplo mandato: promoção do máximo emprego e estabilidade de preços, com inflação em torno de 2% no longo prazo. Apesar disso, a incerteza em torno das perspectivas económicas continua elevada, sobretudo devido a factores externos. As implicações do cenário no Médio Oriente para a economia norte-americana permanecem incertas, levando o FOMC a manter uma postura prudente.
Olhando para o futuro, o FOMC sublinha que qualquer ajustamento dependerá de uma análise rigorosa de vários factores, como, dados económicos mais recentes, evolução das perspectivas e equilíbrio dos riscos.