A posição é de José Correia de Araújo, o director executivo da ASAN, que, segundo explicou, o novo Plano de Contas resulta de um trabalho conjunto entre a ARSEG (Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros), a ASAN e a consultora EY, sendo que uma das preocupações de todo o projecto, disse Araújo, “foi limitar ao máximo possível as alterações ao plano de contas actual de modo a minimizar o esforço de adaptação para as seguradoras.
“Um tema que preocupa as seguradoras são os impactos fiscais do novo plano de contas, pelo que combinámos com a ARSEG que, logo que se conclua o processo de encerramento das contas de 2025, iremos trabalhar nessa avaliação, em especial no que respeita ao impacto nos resultados das provisões para imparidades de títulos e dos créditos sobre os segurados”, explicou José Correia de Araújo.
O director executivo da associação sublinhou ainda que a implementação do novo plano de contas terá naturalmente um custo significativo para as seguradoras, nomeadamente com a adaptação do software da contabilidade, com a implementação da contabilidade de custos por funções, com a adaptação dos procedimentos internos, com a formação dos seus colaboradores e com consultorias externas.
Apesar destes custos significativos, face à evolução projectada para o volume de negócios, Araújo acredita que o rácio de despesas (despesas/prémios) das companhias de seguros permaneça estável, sem grandes impactos negativos.
O responsável descarta qualquer fusão de seguradoras com o surgimento do novo plano, argumentando que a sua transição ou implementação não implicará necessariamente uma maior exigência de capital. “Não será por esse motivo que haverá mais apetência por fusões entre seguradoras assim como não antecipamos um aumento do preço das apólices”, concluiu.
