Os angolanos gastaram cerca de 37 mil milhões de kwanzas, cerca de 44 milhões de dólares, ao câmbio do último dia de Dezembro, em jogos de fortuna ou azar durante o exercício económico de 2023, segundo dados apresentados pelo Instituto de Supervisão de Jogos (ISJ).
Os dados apresentados nesta terça-feira (16), em Luanda, numa conferência sobre o “Panorama do Sector Jogos em Angola 2023”, revelam que os jogos sociais, como apostas desportivas, apostas hípicas, rifas e concursos, combinações aleatórias, totobola, joker e angomilhões, contribuiu com receita de 23 mil milhões de kwanzas (27 milhões de dólares), representando 62% da receita bruta. Seguiram-se os jogos de fortuna ou azar (bacará, Keno, black-jack, Keno roleta americana trinta e qurenta, Cussec Fantan de dados e outros) com 10,6 mil milhões de kwanzas (12 milhões de dólares), com uma quota de 29%.
O director do Instituto de Supervisão de Jogos, Paulo Ringote, salientou que o sector de jogos está a crescer em Angola, sublinhando o desagravamento das taxas de impostos nos últimos três anos, o que permitiu os números animadores para o sector.
O presidente de Associação das Lutas contra Drogas, Cláudio Pinto, afirmou que, em média, os angolanos gastam, diariamente, entre mil a 55 mil kwanzas em apostas.
Para os cofres do Estado
Em termos de receita o Estado angolano arrecadou 10,6 mil milhões de kwanzas (12, 8 milhões de dólares) da actividade que vem ganhando, cada vez mais, aderência por parte dos angolanos que procuram a sorte em apostas.
A receita média fiscal durante o ano transacto foi de 845 milhões de kwanzas (pouco mais de um milhão de dólares), sendo que 62% que corresponde a 528 milhões de kwanzas (637 mil dólares) é proveniente das receitas brutas.
O mercado angolano do jogo é composto por 23 entidades exploradoras de Jogos, divididas em 10 na modalidade de Jogos de Fortuna ou Azar, 3 nas Apostas Desportivas Territoriais e 10 nos Jogos Online. Luanda, que concentra o maior número populacional, lidera o comércio com 48 licenças válidas.