O Departamento Nacional de Estatísticas da China indica que o Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu 33,4 biliões de yuans, equivalente a 4,87 biliões na moeda norte-americana, o que revela uma evolução favorável da actividade económica nos primeiros três meses do ano.
O organismo sublinha que o ritmo de expansão da produção e da oferta acelerou, ao passo que a procura interna manteve uma trajectória de recuperação gradual. Paralelamente, o mercado de trabalho permaneceu, em termos gerais, estável, enquanto os preços registaram uma subida moderada.
Segundo a instituição, a economia chinesa iniciou o ano “com um bom arranque”, demonstrando níveis acrescidos de resiliência e vitalidade.
“A China pode provavelmente absorver perturbações de curto prazo, mas uma guerra prolongada e preços elevados da energia durante mais tempo deverão começar a afectar o crescimento na segunda metade do ano”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco ING
Em relação ao comércio externo, o valor total das trocas comerciais de mercadorias atingiu 11,838 biliões de yuans (US$ 1,71 bilião) no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Deste montante, as exportações totalizaram 6,85 biliões de yuans (US$ 990,50 mil milhões), representando uma expansão anual de 11,9%. Já as importações alcançaram 4,99 biliões de yuans (US$ 722,08 mil milhões), apresentando um crescimento mais acelerado, de 19,6%. O comércio geral registou um aumento de 9% em termos anuais.
No conjunto de 2025, a economia da China registou uma expansão anual de 5%, desempenho que serviu de base para as expectativas das autoridades para o novo ciclo económico. Para 2026, o governo estabeleceu uma meta de crescimento situada entre 4,5% e 5%, procurando alcançar esse intervalo através de melhorias graduais na actividade económica e de políticas orientadas para a estabilidade e para o reforço dos fundamentos estruturais da segunda maior economia do mundo.
