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“A taxa de bancarização situa-se em 32% no IT26”, diz José de Lima Massano

José Praia

14 Julho, 2026 - 17:38

José Praia

14 Julho, 2026 - 17:38

Os dados foram avançados pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, durante a décima quinta Reunião dos Líderes da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana (AfPI), que decorreu nos dias 9 e 10 de Julho, na capital angolana

O Ministro para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, fez saber que, no primeiro trimestre deste ano, a taxa de bancarização se situou “em 32% da população, o equivalente a 5,7 milhões de cidadãos integrados no sistema bancário”.

“A meta estabelecida consiste em elevar este indicador para 36% até 2027, permitindo que aproximadamente 8 milhões de cidadãos disponham de uma conta bancária”, esclareceu Massano.

O braço direito do Presidente da República na condução das políticas macroeconómicas afirmou, ainda, que “a taxa de inclusão financeira em Angola atingiu 51,7%, aproximando-nos da meta de 65% definida para 2027”. Definida na Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2025-2027, trata-se de um instrumento de política pública que amplia o acesso dos cidadãos e das empresas aos serviços financeiros formais.

Por outro lado, os pagamentos móveis e digitais cresceram de modo acentuado, registando-se, no final do primeiro semestre de 2026, um aumento de cerca de 56% comparativamente ao período homólogo, ou seja, foram processados por esses canais cerca de 1,4 mil milhões de transações, essencialmente operações de transferências e pagamentos.

Com a implementação da ENIF, o governo pretende também apoiar a criação de condições para que as empresas prestadoras de serviços de pagamento móveis e digitais possam interessar-se e evoluir para a concessão de crédito.

“Quando uma família consegue poupar com segurança, quando um agricultor obtém financiamento para aumentar a sua produção ou quando uma pequena empresa acede ao crédito para expandir a sua actividade, não estamos apenas perante operações financeiras, estamos a criar condições para investir, produzir, gerar e proteger rendimento e transformar oportunidades em desenvolvimento económico e social”, concluiu o Ministro de Estado para a Coordenação Económica.

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José Praia Pedro

EDITOR DE EMPRESAS & MERCADOS

No início do verão de 2024 juntei-me à equipa de jornalistas da revista O Telegrama, dividido entre a Editoria de Economia & Oil e a Editoria de Empresas & Mercados. Professor de matemática, fiz licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tenho a responsabilidade de manter debaixo de olho tudo o que se passa no panorama dos negócios empresariais e, sobretudo, nos mercados financeiros domésticos e internacionais, desde a ‘Bolsa de Luanda’ (BODIVA), de New York Stock Exchange (NYSE) e NASDAQ, passando pela chinesa Shanghai Stock Exchange Euronext; Hong Kong, Saudi Exchange até a Bolsa de Valores de Londres ou, se preferirem, London Stock Exchange.

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