Os resultados mostram que os Censos e as Estatísticas Demográficas e Sociais são os produtos estatísticos mais procurados pelos utilizadores, enquanto o perfil predominante dos respondentes é composto por economistas, estatísticos e profissionais ligados à Administração Pública.
Realizado durante o primeiro trimestre de 2026, o inquérito contou com a participação de 57 respondentes, dos quais 87,72% residem em Angola. Os restantes participantes encontram-se distribuídos pelos Estados Unidos da América (7,02%), Portugal (3,51%) e México (1,75%).
Entre os diversos produtos disponibilizados pelo INE, os Censos e as Estatísticas Demográficas e Sociais lideram as preferências dos utilizadores, ambos utilizados por 61,40% dos inquiridos.
As Estatísticas de Preços, que incluem o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), ocupam a terceira posição, sendo consultadas por 54,39% dos participantes, enquanto as Contas Nacionais registam uma taxa de utilização de 38,60%.
Em contrapartida, áreas como as Estatísticas Industriais (28,07%), Agrárias (26,32%), do Comércio Externo (19,30%) e da Construção (15,79%) apresentam níveis de utilização inferiores, um sinal de que a procura pelos produtos estatísticos permanece mais concentrada em indicadores demográficos, sociais e de preços.
Economistas são os principais utilizadores das estatísticas oficiais do INE
O levantamento revela, igualmente, que os principais utilizadores das estatísticas oficiais possuem uma formação técnica especializada. Os economistas representam o maior grupo profissional da amostra, correspondendo a 19,30% dos respondentes. Seguem-se os estatísticos, com 17,54%, e os analistas de dados, que representam 12,28%.
Os gestores e estudantes aparecem na quarta posição, ambos com 10,53%, enquanto técnicos de planeamento e pesquisadores representam 7,02% cada. Professores e jornalistas registam 5,26%, ao passo que empresários, decisores políticos e outras categorias profissionais somam apenas 1,75% cada.
Pelos resultados retirados do inquerito do INE, confirma que a informação produzida pela instituição responsável pela estatística nacional é utilizada sobretudo por profissionais cuja actividade depende da análise de dados para a investigação, planeamento, formulação de políticas públicas e tomada de decisões económicas.
Quanto ao vínculo institucional, a Administração Pública concentra a maior parte dos utilizadores dos produtos estatísticos do INE, representando 38,60% dos respondentes. O sector privado ocupa a segunda posição, com 26,32%, seguido pelas instituições académicas, que representam 15,79% da amostra.
As agências internacionais correspondem a 5,26%, enquanto empresas públicas, trabalhadores por conta própria e colaboradores do próprio INE representam 3,51% cada. As organizações não-governamentais e os vendedores de praça registam uma participação residual de 1,75%.