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Angola: censos, estatísticas demográficas e sociais lideram procura pelos utilizadores do INE

Bernardo Bunga

14 Julho, 2026 - 09:01

Bernardo Bunga

14 Julho, 2026 - 09:01

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os resultados do Inquérito Nacional de Satisfação dos Utilizadores das Estatísticas Oficiais, realizado no âmbito do Projecto de Fortalecimento da Capacidade Estatística de Angola (PFCEA). O estudo avaliou a percepção dos utilizadores sobre a qualidade, acessibilidade, relevância e utilidade da informação estatística oficial produzida pela instituição, traçando, igualmente, o perfil de quem mais recorre aos seus produtos

Os resultados mostram que os Censos e as Estatísticas Demográficas e Sociais são os produtos estatísticos mais procurados pelos utilizadores, enquanto o perfil predominante dos respondentes é composto por economistas, estatísticos e profissionais ligados à Administração Pública.

Realizado durante o primeiro trimestre de 2026, o inquérito contou com a participação de 57 respondentes, dos quais 87,72% residem em Angola. Os restantes participantes encontram-se distribuídos pelos Estados Unidos da América (7,02%), Portugal (3,51%) e México (1,75%).

Entre os diversos produtos disponibilizados pelo INE, os Censos e as Estatísticas Demográficas e Sociais lideram as preferências dos utilizadores, ambos utilizados por 61,40% dos inquiridos.

As Estatísticas de Preços, que incluem o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), ocupam a terceira posição, sendo consultadas por 54,39% dos participantes, enquanto as Contas Nacionais registam uma taxa de utilização de 38,60%.

Em contrapartida, áreas como as Estatísticas Industriais (28,07%), Agrárias (26,32%), do Comércio Externo (19,30%) e da Construção (15,79%) apresentam níveis de utilização inferiores, um sinal de que a procura pelos produtos estatísticos permanece mais concentrada em indicadores demográficos, sociais e de preços.

Economistas são os principais utilizadores das estatísticas oficiais do INE

O levantamento revela, igualmente, que os principais utilizadores das estatísticas oficiais possuem uma formação técnica especializada. Os economistas representam o maior grupo profissional da amostra, correspondendo a 19,30% dos respondentes. Seguem-se os estatísticos, com 17,54%, e os analistas de dados, que representam 12,28%.

Os gestores e estudantes aparecem na quarta posição, ambos com 10,53%, enquanto técnicos de planeamento e pesquisadores representam 7,02% cada. Professores e jornalistas registam 5,26%, ao passo que empresários, decisores políticos e outras categorias profissionais somam apenas 1,75% cada.

Pelos resultados retirados do inquerito do INE, confirma que a informação produzida pela instituição responsável pela estatística nacional é utilizada sobretudo por profissionais cuja actividade depende da análise de dados para a investigação, planeamento, formulação de políticas públicas e tomada de decisões económicas.

Quanto ao vínculo institucional, a Administração Pública concentra a maior parte dos utilizadores dos produtos estatísticos do INE, representando 38,60% dos respondentes. O sector privado ocupa a segunda posição, com 26,32%, seguido pelas instituições académicas, que representam 15,79% da amostra.

As agências internacionais correspondem a 5,26%, enquanto empresas públicas, trabalhadores por conta própria e colaboradores do próprio INE representam 3,51% cada. As organizações não-governamentais e os vendedores de praça registam uma participação residual de 1,75%.

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