Abalado com a desvalorização das suas acções no Mercado de Bolsa de Acções na BODIVA, que, na sexta-feira passada (23), fecharam a valer AOA 28 mil, em cima da mesa estará a probabilidade de um eventual recuo na emissão de novos papéis das restantes participações estatais no BFA que estavam previstos à venda na Bolsa de Luanda, assim como o exercício de direito de preferência na compra do capital social do Banco Português de Investimentos (BPI) no Banco de Fomento Angola (BFA).
De acordo com a convocatória, publicada no Jornal de Angola deste Domingo, 25 de Outubro, a reunião realizar-se-á a pedido do Conselho de Administração, presidido por Aguinaldo Jaime (PCA), e integrado por Amílcar Frederico Safeca (Presidente da Comissão Executiva -PCE), Manuel Costa Duarte dos Passos (Administrador Executivo e Director Financeiro – CFO), e Júlio César Rodrigues Gonçalves (Administrador Executivo e Diretor de Tecnologia – CTO).
Assina o documento o presidente da mesa da Assembleia-Geral, Rui Manuel de Sousa Malaquias, detalhando que, primeiramente, os accionistas, de forma individual e/ou organizados em agrupamentos, vão deliberar sobre o “exercício do direito de preferência da Unitel, S.A. no âmbito da alienação pelo Banco BPI da sua participação no BFA”.
O segundo ponto contido na convocatória pretende-se com a “deliberação sobre a política de dividendos da Unitel”.
No terceiro ponto, de acordo ainda com a convocatória, os accionistas vão “deliberar sobre a alteração dos artigos 1.º, 8.º, 10.º, 11.º, 12.º, 14.º, 15.º, 16.º, 17.º, 19.º, 20.º e 29.º dos Estatutos” da empresa.
O quarto ponto vai cingir-se na “Deliberação sobre a Política de Remuneração dos Órgãos Sociais” e, por último, a discussão “sobre aquisição e alienação de acções próprias”.
Na prática, os accionistas, incluindo os pequenos investidores que adquiriram as acções da operadora em bolsa, terão uma palavra a dizer relativamente à compra das acções do BPI, que chegou a acordo com o Grupo Carrinho, através da sua holding, a Congolian Financial (CFSA), para a aquisição da participação social deste no Banco de Fomento Angola (BFA), correspondente a 5.002.500 ações representativas de 33,35% do capital do BFA”.
O acordo entre a holding financeira do Grupo Carrinho e o BPI, por um valor fixo de 388,5 milhões de euros, está também condicionado a não oposição da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e do Banco Nacional de Angola (BNA).