Os Fundos de Investimento Mobiliários (FIM) encerraram o primeiro semestre com um crescimento de 44% face ao período homólogo do ano anterior, com o valor sob gestão a atingir AOA 135 mil milhões (US$158,2 milhões) contra AOA 93,76 mil milhões (US$ 113milhões), ganhando assim terreno sobre os fundos imobiliários que tiveram um crescimento de apenas 31%, com o valor sob gestão a fixar nos AOA 531 mil milhões (US$622 milhões) face a AOA 404 mil milhões (US$ 491 milhões) do I semestre de 2023.
Os títulos de dívida pública foram os activos mais transacionados, tendo registado um montante aplicado de AOA 94 mil milhões (US$ 110 milhões) entre as tipologias de fundos mobiliários. A carteira de investimentos financeiros dos FIM é composta por títulos de dívida pública, obrigações corporativas, participações sociais e os depósitos à ordem e a prazo.
A nível da carteira dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) que são fundos compostos por investimentos do sector imobiliário, os gestores concentraram os fundos em construções acabadas cujo montante foi de AOA 272 mil milhões (US$ 318 milhões).
A maior parte das aplicações feitas nos primeiros seis meses do ano concentra-se no sector imobiliário e teve um peso de 71% na indústria de fundos de investimentos.
O valor líquido global sob gestão das Sociedades Gestoras de Organismos de Investimento Colectivo (SGOIC) observou um crescimento de 30%, ao passar dos AOA 548,92 mil milhões (US$ 667 milhões) no primeiro semestre de 2023, para AOA 716, 82 mil milhões (US$ 839 milhões) no período em analise.
Hemera Capital Partners é a maior gestora
Os dados do relatório da indústria dos Organismo de Investimento Colectivos da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), consultado pelo O Telegrama, indicam que a SG Hemera Capital Partners, em cuja presidência está Mário Amaral, é a maior gestora entre as oito sociedades, com um valor líquido sobre gestão de activos de AOA 323 mil milhões (US$378 milhões), com um peso da carteira de 45% entre as sociedades.
Seguiram-se a BFA Gestão de Activos, em cuja presidência da Comissão Executiva está Rui Oliveira, e a Independent Advisors, presidida por Francisco dos Santos, e tiveram uma quota na ordem de 14,45% e 13,10%, respectivamente. A carteira sob gestão de Rui Oliveira é de AOA 103 mil milhões (US$ 120 milhões), ao passo que a Independent Advisors a sua carteira de acitvo é de AOA 93,8 mil milhões (US$109 milhões).
Até ao final do I semestre de 2023, encontravam- se registados na CMC 34 OIC, nomeadamente 18 Fundos de Investimento Mobiliário, 5 Fundos de Capital de Risco, 1 Sociedadede Capital de Risco e 7 Fundos de Investimento Imobiliário.
