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Estado arrecada AOA 700 mil milhões com privatizações ‎

Adelina Miala

30 Janeiro, 2026 - 16:47

Adelina Miala

30 Janeiro, 2026 - 16:47

‎O Programa de Privatizações (PROPRIV) já garantiu ao Estado angolano AOA 700 mil milhões (US$ 767,43 milhões) em receitas efectivas, num processo que se aproxima da sua fase final após seis anos de implementação. Os dados foram apresentados durante a primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão Nacional Interministerial do PROPRIV, realizada a 28 de Janeiro, dedicada ao balanço das actividades de 2025 e à definição das prioridades para o presente exercício

‎De acordo com o Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, que actua como Coordenador-Adjunto da Comissão. O ano de 2025 encerrou com contratos de privatização avaliados em cerca de AOA 1,27 biliões (US$ 1,40 mil milhões). Deste montante, AOA 700 mil milhões (US$ 767,43 milhões) já entraram nos cofres públicos, permanecendo aproximadamente AOA 500 mil milhões (US$ 548,16 milhões) por receber, conforme os calendários de pagamento acordados.

‎Desde o arranque do programa, em 2019, 121 dos 170 activos, inicialmente inscritos, já foram alienados (71,18%), restando 49 por privatizar, cuja conclusão está prevista para 2026. Com isso, o Executivo espera fechar definitivamente o ciclo do PROPRIV ainda este ano.

‎Além do impacto financeiro, o programa tem produzido efeitos relevantes ao nível do mercado de trabalho. Segundo o responsável, o processo já contribuiu para mais de 5.000 postos de trabalho, entre empregos preservados e novas oportunidades criadas.

Mercado de capitais ganha protagonismo

‎Entre as operações de maior destaque figuram as realizadas através do mercado bolsista, nomeadamente a privatização parcial do Banco de Fomento Angola (BFA), bem como a alienação de unidades industriais e empreendimentos hoteleiros integrados no programa.

‎Para 2026, o Executivo prevê reforçar a via do mercado de capitais, com operações envolvendo participações no Standard Bank Angola e na Unitel. A venda da participação estatal no Standard Bank Angola deverá ocorrer ainda no primeiro semestre do ano, marcando mais um passo na estratégia de abertura do capital de empresas relevantes à iniciativa privada.

‎Em relação ao sector produtivo, o Governo informou que todas as fábricas previstas no PROPRIV já foram privatizadas, encontrando-se alguns processos em fase final de formalização contratual.

‎O Ministério das Finanças confirmou que o PROPRIV caminha para o encerramento. Após a sua conclusão, eventuais privatizações ou aberturas de capital de empresas públicas passarão a ser avaliadas caso a caso, em função da estratégia sectorial do Executivo, alinhando Angola às práticas internacionais.

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