Entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, o IPCN registou uma variação mensal de 0,68%, fixando-se como a mais baixa taxa de inflação mensal desde Março de 2015, período em que o indicador se situou em 0,52%. A inflação mensal do mês de Janeiro representa uma aceleração de 0,27 ponto percentual (p.p.) face à variação de Dezembro de 2025 e uma queda de 1,99 p.p. face ao mesmo período do ano passado.
A taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, voltou a registar uma queda no mês de Janeiro, marcando a décima oitava desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de redução, a inflação homóloga tem vindo a recuar de forma contínua. Naquele período, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo progressivamente até atingir 14,56% em Janeiro do corrente ano, o que representa uma desaceleração de 1,13 p.p. em relação ao mês anterior e de 11,92 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior.
Importa destacar que o Banco Nacional de Angola (BNA) fixou, para o ano em curso, a meta de inflação anual em 13,5%. Assim sendo, no primeiro mês do ano, a inflação homóloga situou-se em 1,06 p.p., acima do limite definido pela instituição responsável pela política monetária.
“A classe ‘Alimentação e bebidas não alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 9,04 pontos percentuais, durante o mês de Janeiro, seguida das classes ‘Bens e serviços diversos’, com 1,01 ponto percentual, ‘Transporte’, com 0,94 ponto percentual, e ‘Saúde’, com 0,68 ponto percentual. As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,68 ponto percentual”, destaca o documento.
As províncias do Huambo (12,57%), Zaire (12,93%) e Cuando Cubango (13,11%) apresentaram as menores variações homólogas do IPCN em Janeiro de 2026, destacando-se como as regiões com comportamento mais moderado do indicador. Em contrapartida, as províncias de Cabinda (23,12%), Lunda Sul (16,93%) e Bié (16,42%) registaram as maiores variações anuais, configurando-se como as localidades com maior pressão inflacionista no período em referência.
