O maior banco angolano em activo tornou pública a lista dos futuros membros do seu Governo Societário para os próximos quatro anos, permanecendo ainda pendentes os candidatos a administradores independentes e a membros do Conselho Fiscal, que aguardam por validação do regulador bancário (BNA). A informação foi comunicada aos investidores, com a oficialização do comunicado publicado no site da entidade cotada em bolsa, onde estão descritos os 10 tópicos que irão nortear a ordem de trabalhos no dia 25 do mês em curso.
O primeiro ponto incidirá sobre a deliberação do Relatório de Gestão e Contas (Individuais e Consolidadas) e o parecer do Conselho Fiscal, relativos ao exercício de 2025, incluindo o Relatório de Governo Societário.
Entre outras matérias, os accionistas e investidores debruçar-se-ão sobre a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2025; a proposta do Conselho de Remunerações dos Órgãos Sociais relativa à atribuição de remuneração variável aos membros executivos do Conselho de Administração, referente ao exercício de 2025; a proposta de alteração da política de remunerações dos membros dos órgãos sociais; o aumento do capital social por incorporação de reservas, a nomeação do auditor externo para os próximos 4 anos, e a eleição dos órgãos sociais e do Conselho de Remunerações.
De acordo com o informe da entidade, a nova composição é uma iniciativa dos accionistas Oberman Finance Corporation e Lobina Anstalt, que, em conjunto, detêm 10.46% das participações sociais.
Quem entra, quem sai e quem fica

Comecemos pela mesa da Assembleia-Geral, que será agora alargada de dois para três membros: Alice Trindade Escórcio mantém-se na presidência, Júlio Ferreira de Almeida assume a vice-presidência e José Luís de Carvalho desempenhará funções de secretário da Mesa da Assembleia-Geral, em substituição de Alexandre Morgado.
No Conselho de Administração, o banqueiro Mário Alberto dos Santos Barber, detentor de 662 870 acções (5,23%), manter-se-á como presidente. Destaque para a saída do banqueiro Theodore Jameson Giletti, que possui 5,23% das acções do banco, que deixará a vice-presidência não executiva. Cessam também funções, por imperativo legal, os três administradores independentes: Diogo Neto Viana, Ana dos Santos Machado e Maria Gonçalves de Almeida.
Ana Regina Correia Victor (detentora de 50 844 acções do banco) e Carlos Amorim Guerra permanecem como administradores não executivos, e Helder Jasse de Aguiar (detentor de 152 532 acções do banco) manter-se-á como vice-presidente executiva. Alexandre Borges Morgado, ex-secretário da sociedade, junta-se ao Conselho de Administração.
Luís Rodrigues Lélis, o maior accionista individual do banco (detém 6,33%, equivalente a 1 230 864 acções), segue para o terceiro mandato como presidente da Comissão Executiva. Inokcelina de Carvalho (152 532 acções), Irisolange Verdades (50 844 acções), João Fonseca (61 012 acções), José Castilho Manuel (50 844 acções) e Juvelino da Costa Domingos (50 844 acções) mantêm-se no órgão de gestão diária. Enquadram neste organismo executivo dois nomes conhecidos da banca: Victor Faria Cardoso, que exerceu funções de PCE do Banco Económico, estando, actualmente, a exercer o cargo de assessor do Conselho de Administração do BAI; e Antónia Judite Cardoso, actual directora coordenadora. Simão Francisco Fonseca é a única saída registada na Comissão Executiva.
O ponto dez da ordem de trabalhos incide sobre a eleição do Conselho de Remuneração dos Órgãos Sociais para o quadriénio 2026-2029, proposto pelo accionista Oberman Finance Corporation. A presidência continuará a ser assumida por Joaquim Duarte da Costa David, ex-ministro das Finanças (Junho de 1999 a Outubro de 2000) e da Indústria (Outubro de 2000 a Maio de 2010), que será coadjuvado pelo antigo ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, e pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins.
NOTA. Foi feita uma alteração no texto, às 11h16m do dia 30 de Março, por termos detectado um lapso, em que mencionámos erradamente a substituição de Alexandre Morgado do cargo de Secretário da Sociedade, quando, na verdade, foi substituído do cargo de secretário da Mesa da Assembleia-Geral.
