As exportações do país recuaram 10,83%, passando de AOA 2,38 biliões (US$ 2,61 mil milhões) em Fevereiro de 2025 para AOA 2,12 biliões (US$ 2,33 mil milhões) no período homólogo de 2026. Em sentido contrário, segundo o relatório divulgado esta terça-feira (21), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as importações também apresentaram uma ligeira queda de 1,72%, ao recuarem de AOA 1,13 biliões (US$ 1,24 mil milhões) para AOA 1,11 biliões (US$ 1,11 mil milhões).
Em termos de distribuição geográfica, o continente asiático continua a dominar as relações comerciais de Angola, absorvendo 85,38% das exportações, equivalentes a AOA 1,81 biliões (US$ 1,99 mil milhões). Seguem-se a Europa com 10,04% e a África com 3,81%.
Do lado das importações, a Ásia também se destaca como principal origem de bens adquiridos pelo país, com uma participação de 39,08%, seguida da Europa (18,26%), América (10,74%) e África (9,92%).
A República Popular da China consolidou a sua posição como principal parceiro comercial de Angola. Nas exportações, o país asiático absorveu AOA 984,46 mil milhões (US$ 1,08 mil milhões), correspondendo a 46,42% do total, seguido da Índia (28,03%), Indonésia (6,08%) e Emirados Árabes Unidos (4,85%). Nas importações, a China também liderou com fornecimentos avaliados em AOA 260,81 mil milhões (US$ 285,94 milhões), representando 23,47% do total. A Índia surge em segundo lugar (12,98%), seguida de Portugal (7,75%) e Togo (7,01%).
Já no continente africano, as exportações angolanas totalizaram AOA 25,29 mil milhões (US$ 27,73 milhões), representando 1,19% do total exportado. Entre os principais destinos destacam-se o Togo (0,46%), a República Democrática do Congo (0,44%) e o Botswana (0,29%), evidenciando o ainda reduzido peso da região da SADC no comércio externo angolano.
