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BNA corta taxa de juro para 15,75%, a mais baixa desde Julho de 2021

Bernardo Bunga

14 Julho, 2026 - 17:22

Bernardo Bunga

14 Julho, 2026 - 17:22

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) concluiu, esta terça-feira (14), a sua 130.ª reunião, realizada na província de Malanje. A autoridade monetária decidiu reduzir a taxa BNA em 1,25 pontos percentuais (p.p.), ao sair de 17,5% para os actuais 15,75%

A actual Taxa BNA corresponde ao nível mais baixo observado desde a 100.ª Reunião Ordinária do Comité de Política Monetária (CPM), realizada em 2 de Julho de 2021. Naquela sessão, a autoridade monetária decidiu elevar a taxa directora de 15,5% para 20%.

Segundo o comunicado final apresentado hoje pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, a taxa da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez e a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez foram reduzidas para 16,75% e 14,75%, respectivamente.

De acordo com Manuel Tiago Dias, “a decisão de reduzir as taxas de juro de política monetária fundamenta-se na desaceleração consistente da inflação observada, como na perspectiva de manutenção desta tendência no curto prazo”.

Esta 130.ª do CPM ocorre depois de a taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, ter registado novamente uma queda no mês de Junho, marcando a vigésima terceira desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de crescimento mais lento da inflação homóloga, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo progressivamente até atingir 10,11% no sexto mês do corrente ano.

O CPM reviu em baixa a projecção da taxa de inflação para 8,6% até ao final de 2026. Já para o Produto Interno Bruto (PIB), foi em alta para 3,36%, o BNA justificou esta alta do PIB devido ao impacto positivo do sector não petrolífero.

O BNA fez saber ainda que, em Junho de 2026, o stock de crédito à economia em moeda nacional se fixou em AOA 7,27 biliões, um aumento de 0,41% em relação ao mês de Maio do corrente ano.

Relativamente ao sector externo, nos seis primeiros meses do ano, o saldo acumulado da conta de bens atingiu US$ 10,56 mil milhões, face aos US$ 7,99 mil milhões registados no período homólogo de 2025, representando um aumento de US$ 2,58 mil milhões em termos absolutos. O aumento do saldo conta de bens foi impulsionado pelo incremento do valor das exportações em US$ 3,56 mil milhões, superior ao aumento da importação que foi de US$ 1,01 mil milhões.

O stock das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) fixou-se em US$ 14,93 mil milhões em Junho, assegurando um grau de cobertura de 6,2 meses de importações de bens e serviços.

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Bernardo Bunga

EDITOR DE ECONOMIA & OIL

Bernardo Bunga é Editor de Economia & Oil no O Telegrama e possui mais de 5 anos de experiência em análise económica e planeamento financeiro. Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Angola (UCAN), detém, também, o bacharel em Gestão Financeira pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Fez parte da equipa de consultores que prestou consultoria ao Banco Mundial, ao Ministério do Planeamento e ao Ministério das Finanças para a harmonização de salários e subsídios dos projectos da representação em Angola do Banco Mundial. Actuou como consultor na Global Education e na Knowledge – Consultores & Auditores. Possui formações em planeamento e estratégia de tomada de decisão, teoria das restrições – Lean e Six Sigma (TLS), Excel Avançado e Análise de Dados.

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