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Governador do BNA: “O sucesso das nossas políticas deve ser medido pelo seu impacto no bem-estar dos cidadãos”

Alice da Silva

14 Julho, 2026 - 19:41

Alice da Silva

14 Julho, 2026 - 19:41

Durante o seu discurso de abertura, proferido na XV edição da Reunião dos Líderes da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana (AfPI) que decorre de 09 a 10 do corrente mês, o Governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, afirmou que a inclusão financeira constitui um instrumento estratégico de desenvolvimento, um factor de fortalecimento da estabilidade financeira e um importante catalisador da prosperidade das economias africanas

Durante o seu discurso de abertura, proferido na XV edição da Reunião dos Líderes da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana (AFPI) que decorre de 09 a 10 do corrente mês, o Governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, afirmou que a inclusão financeira constitui um instrumento estratégico de desenvolvimento, um factor de fortalecimento da estabilidade financeira e um importante catalisador da prosperidade das economias africanas

O Governador do Banco Nacional afirmou que o continente africano registou progressos assinaláveis no domínio da inclusão financeira nas últimas décadas, salientando que os desafios que o continente enfrenta hoje são substancialmente diferentes daqueles que marcaram a década passada, reforçando que já não basta medir o sucesso pelo número de contas bancárias abertas, de carteiras digitais activadas ou de agentes bancários existentes.

“O verdadeiro desafio consiste em assegurar que a inclusão financeira produza resultados concretos na vida dos cidadãos, contribuindo para a redução da pobreza, o aumento da produtividade, a criação de oportunidades económicas e o fortalecimento da resiliência das famílias e das empresas”, reforçou Manuel Dias.

Para o Governador do Banco Central, uma população financeiramente incluída está mais preparada para enfrentar choques económicos. Pequenos empreendedores com acesso ao crédito podem expandir os seus negócios, criar emprego e gerar rendimento. Agricultores com acesso a seguros agrícolas, meios de pagamento digitais e financiamento adequado tornam-se mais resilientes aos efeitos das alterações climáticas.

“Da mesma forma, mulheres e jovens, quando plenamente integrados no sistema financeiro, tornam-se agentes activos de transformação económica e social. Por essa razão, a inclusão financeira não deve ser entendida apenas como uma política sectorial. Ela constitui um instrumento estratégico de desenvolvimento, um factor de fortalecimento da estabilidade financeira e um importante catalisador da prosperidade das nossas economias”, disse o principal responsável da instituição monetária do País.

BNA como dinamizador da inclusão financeira

O responsável do Banco Central considera que uma inclusão financeira sustentável exige um ecossistema financeiro moderno, acessível, seguro e inovador e o BNA tem vindo a modernizar o seu quadro regulamentar, criando condições para que a inovação tecnológica possa prosperar de forma responsável, equilibrando a promoção da concorrência com a salvaguarda da estabilidade financeira e da confiança no sistema.

“O BNA tem reforçado o diálogo com o ecossistema das fintechs, dos prestadores de serviços de pagamento e dos diversos agentes de inovação financeira, promovendo mecanismos que favoreçam o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, sem comprometer a segurança, a integridade e a estabilidade do sistema financeiro”, assegurou o Governador.

Acrescentou, por outro lado, que a implementação de ambientes de testes regulamentares representa um passo importante para incentivar a inovação responsável, permitindo testar novos modelos de negócio em ambiente controlado, reduzindo riscos para os consumidores e para o próprio sistema financeiro.

Segurança Cibernética

A expansão dos pagamentos digitais, da banca móvel e das novas plataformas tecnológicas traz consigo desafios crescentes em matéria de cibersegurança, fraude digital, protecção de dados e resiliência operacional. Estes desafios não conhecem fronteiras.

Os desafios estruturais que enfrentamos desde a inclusão financeira, a digitalização, a cibersegurança, as alterações climáticas até ao financiamento do desenvolvimento ultrapassam fronteiras e exigem uma resposta colectiva, coordenada e sustentada.

A cooperação entre os Bancos Centrais será determinante para acelerar a integração financeira africana, facilitar os pagamentos transfronteiriços, estimular a inovação responsável e reforçar a confiança dos cidadãos nos nossos sistemas financeiros.

Manuel Dias terminou o seu discurso dizendo que o futuro da inclusão financeira em África dependerá da nossa capacidade colectiva para colocar a inovação ao serviço das pessoas, construir instituições cada vez mais fortes, aprofundar a cooperação regional e assegurar que ninguém fique excluído das

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