Durante os primeiros seis meses de 2026, foram registadas 318 reclamações no sector segurador, menos 11,17% face às 358 reclamações registadas no mesmo período de 2025. Do total de reclamações, 97% pertencem ao ramo Não Vida e 3% ao ramo Vida, “reflectindo a diferente natureza, frequência de ocorrência de sinistros e nível de interacção com os consumidores entre os dois segmentos”, refere o documento.
Das vinte e uma seguradoras que reportaram informação ao regulador, o ranking da ARSEG referente ao primeiro semestre de 2026 coloca a ENSA Seguros no primeiro lugar entre as entidades com maior volume de reclamações no sector, ao registar 62 ocorrências. O número representa uma redução de aproximadamente 33% face ao período homólogo e corresponde a 19,47% do total de reclamações registadas no sector segurador.
Na segunda posição surge a SANLAM ALLIANZ Seguros, S.A., com 58 reclamações, um acréscimo de 53% em termos homólogos, correspondendo a 18,24% do total de queixas registadas no sector.
O Top 3 é completado pela NOSSA Seguros, que registou 49 reclamações de clientes insatisfeitos, menos 18% face ao período homólogo. O número corresponde a 15,41% do total de reclamações apresentadas do total das 21 seguradoras analisadas.
Entretanto, as seguradoras Aliança, Harmonia, Liberty & Trevo, Prefira, Prudencial, Super, Tranquilidade e Unisaúde foram as oito entidades que não registaram qualquer reclamação por parte dos tomadores de seguros que adquiriram apólices no período em análise.
No que diz respeito ao índice de reclamações por cada 100 apólices emitidas, indicador que permite aferir o nível de satisfação dos clientes, a ARSEG afirma que “em termos agregados, observa-se que a maioria das seguradoras apresenta índices de reclamação inferiores a 0,20”, o que permite concluir que o sector, de forma geral, apresenta um nível relativamente elevado de satisfação, uma vez que a maioria das instituições registou resultados significativamente mais baixos.
O que os clientes mais reclamaram?
Segundo o relatório, os principais motivos das reclamações apresentadas por tomadores de seguros, beneficiários e terceiros lesados continuam relacionados com o incumprimento dos prazos para a regularização de sinistros e o pagamento de indemnizações.
Entre as principais queixas estão também o tratamento considerado incorrecto dos processos de sinistros submetidos às companhias de seguros, a falta ou insuficiência de comunicação por parte das seguradoras, bem como o incumprimento das regras e dos procedimentos legalmente estabelecidos para o tratamento dos processos de reclamações.