As auditorias, em regra, permitem mitigar riscos, elaborar recomendações importantes, detectar indícios de fraudes ou mesmo ajudar para uma melhor gestão. Para quem desempenha esta difícil (mas importante) tarefa como auditor conhece os maiores desafios no cumprimento desta nobre missão.
Em particular, nas auditorias financeiras, os deadlines apertados e o alto volume documental para análise constituem uma dificuldade que não deve ser minimizada, sob risco de resultar em trabalhos incoerentes e imprecisos. Sabendo que a análise documental é fundamental para os resultados e as decisões, merece uma atenção especial na busca de soluções aplicáveis com base nas novas tecnologias disponíveis.
Uma opção séria seria a análise documental automatizada (baseados em IA). Ela não vem para substituir o auditor, mas para servir como uma ferramenta de apoio, e logicamente aumentar a produtividade do trabalho.
A qualidade da análise automatizada é prioridade máxima, e deve exigir muita atenção em termos de preparação e na utilização da ferramenta propriamente dita.
Ela deve ser capaz de ler e extrair dados e informações-chave correctamente, detectar inconsistências e padrões que constituem risco.
Antes de tudo, a palavra-chave para este processo é a proactividade. O primeiro passo, antes mesmo da análise documental, envolve a colecção e validação dos documentos. Esta etapa inclui requisições de documentos de maneira automatizadas aos auditados, com instruções e modalidades bem definidas. Logo, após a entrada destes documentos, entra em fase de validação, cuja missão é de estruturar e identificar erros antecipadamente.
Na fase de análise automatizada, a ferramenta deve incluir mecanismos de verificação cruzada, testes de transacções e recálculos. Agentes de IA cuidadosamente construídos, em função das necessidades do auditor, podem dar respostas bastante satisfatórias nos principais tópicos de análise.
As opções com os Agentes de IA são vastas e facilmente adaptáveis em diferentes contextos. Cabe ao Auditor definir bem os mecanismos de análise, para salvaguardar a qualidade exigida e, sobretudo, possuir uma ferramenta, que possa de facto, servir como uma opção capaz de aumentar a eficiência nas auditorias financeiras.