Esse crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), verificado no segundo trimestre do ano em curso, evidencia uma aceleração da actividade económica para níveis que não eram observados desde o segundo trimestre de 2022, período em que o PIB registou um crescimento excepcional de 13,85%.
Considerando a série ajustada sazonalmente, mecanismo estatístico que elimina oscilações típicas de determinados períodos do ano, os dados indicam, igualmente, uma evolução positiva de 2,75% do PIB na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026.
Apesar de o sector petrolífero continuar a desempenhar um papel estratégico na geração de receitas externas e fiscais, começa cada vez mais a ser evidente que a dinâmica do crescimento económico tem sido impulsionada, sobretudo, pelos sectores não petrolíferos.
Do ponto de vista estrutural, a economia nacional registou uma trajectória de crescimento assente, maioritariamente, nas actividades não petrolíferas. Enquanto o sector petrolífero apresentou uma variação homóloga de 5,64%, o sector não petrolífero registou um crescimento de 9,24%, firmando-se como o principal motor da expansão económica no segundo trimestre de 2026.
Nos primeiros seis meses do ano, a participação do sector petrolífero situou-se em 16,04% do PIB, mantendo-se abaixo dos níveis historicamente observados na economia nacional. Em contrapartida, o sector não petrolífero representou 83,96% do PIB, consolidando-se como a principal base de sustentação da actividade económica do país.
Em termos monetários, o PIB fixou-se em AOA 43,43 biliões (US$ 47,59 mil milhões), no segundo trimestre de 2026, utilizando a taxa de câmbio do Banco Nacional de Angola (BNA) do último dia de Junho de 2026.
Actividades não petrolíferas lideram a formação da riqueza
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a actividade de Agro-Pecuária e Silvicultura liderou a estrutura económica nacional, representando 34,22% do PIB nominal. O Comércio e Reparação de Veículos posicionou-se como a segunda actividade com maior peso económico, correspondendo a 16,14% do PIB.
Por sua vez, a actividade de Extracção e Refinação de Petróleo representou 16,05% do PIB nominal, mantendo-se como um dos principais pilares da economia nacional, embora já sem a predominância absoluta observada em períodos anteriores.