A Congolian Financial, a holding do Grupo Carrinho, comprou os 33,35% do capital social que o Banco Português de Investimento (BPI) mantinha no Banco de Fomento Angola (BFA). A infrmação, obtida com exclusividade pelo O Telegrama junto dos negociadores, já se encontra depositada nos reguladores do mercado de capitais de Angola e Portugal (CMC e CVMV), e deve ser comunicado ao mercado dentro dias.
Pouco mais de US$ 300 milhões foi o montante desembolsado pelos angolanos na operação de compra das participações sociais dos portugueses do BPI.
O negócio já era comentado no meio financeiro, especialmente após o Chief Executive Officer do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, ter afirmado que, embora a Oferta Pública de Venda (OPV) do BFA ter sido “um enorme sucesso”, o BPI não iria avançar com a venda das restantes participações por via da bolsa.
De acordo com a fonte, a concretização da operação está, agora, dependente da validação d Banco de Portugal, do Banco Nacional de Angola, da CVMV e da CMC.
A validação desta operação torna o Grupo Carrinho como accionista maioritário do BFA, com 51,96 do capital, somando com as participações colocadas em dois fundos sob gestão da Ohausi Investment, nomeadamente o Fundo Axios (9,85%) e o Fundo Assent (8,76%).
CMVM (de Portugal) confirma venda de BPI
Comissão do Mercado de Valores Mobiliarios (Portugal) confirmou, há instantes, ao mercado português a informação avançada, em primeira-mão, pelo O Telegrama, que apontava para o acordo entre a Congolian e Banco BPI, realçando que valor da transação foi acordada numa tranche “fixa de 345 milhões de euros devida, uma vez verificadas as condições suspensivas, na data da transação, ii) uma tranche fixa diferida, de cerca de 43,5 milhões de euros e iii) uma tranche variável diferida, correspondente à metade do dividendo do BFA de 2026 que seja atribuído a estas acções. As tranches diferidas serão devidas em maio de 2027”, lê-se numa nota de imprensa publicada no website da CVMV.